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ANIMAÇÕES


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Curso Prático de Evangelismo
Parte 1
1. O Propósito de Deus – Ele
tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao
mundo, para fazer discípulos de todas as nações. (Mt 25.19; Jo
20.21; At 15.14;)
2. A Autoridade da Bíblia –
Como inerrante e infalível Palavra de Deus, afirmamos o poder das
Escrituras Sagradas para efetuar o propósito de Deus na salvação
do homem. (Rm 1.16; 2 Tm 3.16)
3. A
Universalidade de Cristo – Afirmamos que só existe um
salvador e um só Evangelho, embora haja uma variedade de maneiras
de se realizar a obra de evangelização do mundo. (Jo 4.42;
At 4.12)
4. A Natureza da Evangelização
– Evangelização em si é a proclamação do Cristo bíblico e
histórico como Salvador e Senhor, com o propósito de persuadir os
homens, para que por intermédio Dele se reconciliem com Deus. (At
20.47; 2 Co 5.11, 20)
5. A Responsabilidade Social Cristã
– “A fé sem obras é morta”, embora a reconciliação do homem com o
homem, não signifique a reconciliação deste com Deus, nem ação
social, evangelização, afirmamos que ambos são parcelas do nosso
dever cristão. (Gn 1.26-27; Lc 6.27,35; Tg 2.14-26)
6. A Igreja e a
Evangelização – A Igreja ocupa o ponto central do
propósito divino, ela é o instrumento para difusão do evangelho. A
evangelização mundial requer que a Igreja toda, leve a todo o
mundo, o Evangelho Integral em trabalho mútuo de cooperação (Jo
17.21-23; At 1.8; Gl 6.14; Fp 1.27)
7. A Urgência Missionária – Com
mais de dois terços da humanidade, ainda não eficientemente
evangelizada, como Igreja, sentimo-nos
envergonhados da nossa negligência para com tanta gente.
Sendo cada geração responsável pela sua geração, esta é a hora da
Igreja orar fervorosamente, e lançarem programas visando à
evangelização total do mundo. (Jo 4.9; Rm 9.1-3; 10.11-16)
8. As Culturas e a Evangelização
– A evangelização mundial requer o desenvolvimento de estratégias
e metodologias novas e criativas, e a cultura de um povo em parte
é boa e em outra parte má, devido à Queda, por isso deve sempre
ser julgada e provada pelas Escrituras, para que possa ser
redimida e transformada para a glória de Deus.
( Mc 7.8,9,13; Rm 2.9-11; 2 Co 4.5)
9. A Educação e
a Liderança – Reconhecemos a grande necessidade de
melhorar a educação teológica, especialmente em se tratando de
líderes de igrejas, existindo em todo povo enorme necessidade de
ensino e treinamento para seus pastores e aos leigos nativos. (At
14.21 – 24; Tt 1.5,9)
10. O Conflito
Espiritual – Cremos que estamos envolvidos em guerra
constante contra os principados e potestades do mal, que buscam
destruir a Igreja e malograr sua tarefa de evangelizar o mundo,
semeiam falsas doutrinas e mundanismo em nosso meio. O momento
demanda vigilância e discernimento. (Jo 17.15; Ef 6.10-20;
2 Co 4.3)
11. Liberdade e Perseguição – A
liberdade de praticar e propagar o cristianismo de acordo com a
vontade de Deus é um direito nosso, conforme a Declaração
Universal dos Direitos Humanos, mas não nos esquecemos de que
Jesus nos advertiu de que a perseguição é inevitável, mas nem por
isso devemos nos intimidar. ( Mt
5.10-12; At 4.16.21)
12. O Poder do Espírito Santo –
A evangelização mundial só se concretizará com uma Igreja cheia do
Espírito Santo, sendo Ele quem convence o homem do pecado. O
Espírito Santo tem um profundo interesse missionário. (Jo 7.37-39;
At 1.8; 1 Co 2.4,5)
13. O Retorno de Cristo – A
promessa da segunda vinda de Cristo representa um incentivo a
missões. Cremos que o período intermediário entre sua ascensão e o
seu segundo retorno deve ser usado para o cumprimento da nossa
missão como Povo de Deus, a obra missionária não poderá parar
enquanto Ele não vier. (Mc 13.10; 2 Pe
3.13; Ap 7.9)
Síntese do Pacto de
Lausanne
1-LEITURAS IMPORTANTES:
Lc. 4:14-21
Sinais e prodígios e Milagres, pregação aos pobres de espírito
onde quer que se encontrem (nós, hoje estamos pregando o evangelho
fácil e comodista dentro de quatro paredes, mas Jesus nos ensinou
a levar o evangelho onde quer que exista uma prostituta, um
bêbado, um viciado, enfim aonde houver trevas que eu leve a luz).
Jo. 20.1 O
primeiro Evangelista foi uma mulher, Maria Madalena. As mulheres
precisam e devem ter maiores oportunidades na obra de Deus, o
Espírito Santo não tem sexo, havia diaconisas na igreja que
começou em Atos dos apóstolos, na época de maior machismo judeu; e
agora? As mulheres podem entrar nas casas e ajudar na lavagem das
vasilhas ou das roupas e até mesmo no feitio do almoço ou na
confecção de um bolo; enquanto pregam o evangelho.
2-DEFINIÇÃO DE EVANGELISMO:
É a arte de compartilhar a Salvação que recebemos e também o seu
autor Jesus Cristo, com outra (S) Pessoa (S), através de
comunicação direta e indireta.
3-DOIS TIPOS DE EVANGELISMO:
1.
Evangelismo
Pessoal: (Ex. Jesus e
a samaritana, quebrando as barreiras do preconceito racial;
Filipe e Eunuco, sinônimo de obreiro preparado para explicar a
palavra de DEUS aos necessitados).
2.
Evangelismo em
massa: (Ex. Jesus e o
sermão do monte, com as normas da nova religião; Paulo no
Areópago, ensinando que filosofia não traz paz à alma e que só
devemos adorar a um DEUS.)
4-ALGUMAS DÚVIDAS RESPONDIDAS ANTES DE INICIAR:
·
II Coríntios
5:14,15 (Por que evangelizar?)
·
II Timóteo 2:2-15 (O que
é preciso para evangelizar?)
·
Atos 20:24 (Com o que se
preocupar?)
·
Atos
18:9,10 (O que Temer? Tem 366 vezes a frase não temas na
Bíblia.)
·
Lucas 19:10 (A quem
Evangelizar?)
·
João 15:16 (Quem deve
evangelizar?)
·
Lucas 10:1 (Precisa de
Grupos com muita gente?)
·
Atos
16:13,14 (Quem vai fazer as pessoas se interessarem?)
·
Provérbios 11:30 (Qual a
verdadeira sabedoria?)
·
Mateus 20:19 (Basta
ganhar as almas?)
·
Marcos 16:15 (Não fazer
acepção de pessoas ou de lugares)
·
Atos 20:20 (De casa em
casa)
·
Mateus 10:16 (Como se
comportar?)
5-VISITAS:
O horário de visitas é muito importante, não devendo as visitas
ser de improviso. O horário sendo pré
determinado traz algumas vantagens como:
-
Disponibilidade de tempo
dos evangelizados.
-
Os problemas já estarão
separados e prontos para serem lançados na
conversa entre as duas partes.
-
Dificuldades bíblicas já
estarão anotadas e separadas.
-
Interferências externas
já anuladas previamente.
6-LIVROS A SEREM USADOS NO EVANGELISMO:
Principalmente Bíblias: Evangélica e Católica Apostólica Romana
(de Preferência Editora Ave-Maria)
Livro Seitas e Heresias (Autor: Raimundo F. Oliveira – CPAD)
Algumas referências e passagens bíblicas importantes que deverão
ser guardadas na memória e no coração para serem usadas na hora
certa:
-
Mateus 10:32 e Mateus
11:28
-
João 3:16 e João 5:24
-
Romanos 3:23, Romanos
6:23 e Romanos 10:8,9
-
I Timóteo 2:5
7-OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
·
Em Antioquia houve um verdadeiro avivamento: Havia,
profetas, evangelistas, pastores, doutores ou mestres e depois
enviaram missionários (Apóstolos). At 13.1-4; Ef 4.11-15;
·
Também se manifestavam as operações do Espírito
Santo 1 Co 12.8-12;
·
Em Samaria o povo se
convertia porque via e ouvia os sinais que Filipe fazia At 8.5-21
Bíblia de Estudos Pentecostal.
Mais subsídios
O
EVANGELISMO PRÁTICO:
1) O QUE É EVANGELISMO?
Evangelismo, vem da palavra evangelho,
cujas raízes são: a palavra grega “evangelio”,
que significa boas novas; e evangelizo que significa trazer ou
anunciar boas novas. A palavra evangelho torna-se mais
significativa quando estudamos o verbo hebraico “bisar”, que
significa “anunciar”, contra, publicar, este verbo é aplicado em
Is. 4.27; Sl. 40.9 e 10; Is. 68.11 e 12; que proclama a vitória
universal de Jeová sobre o mundo. É proclamar o evangelho de Jeová
sobre o mundo. É proclamar o evangelho de Jeová ao povo.
-
Evangelismo é a tarefa de
testemunhar de cristo aos perdidos.
-
Evangelismo é a tarefa de
levar homens a Cristo.
-
Evangelismo é alistar
vidas ao serviços de Cristo.
-
Evangelismo é obedecer e
proclamar as boas novas.
2)
OBJETIVOS DO EVANGELISMO:
a)
Anunciar a Cristo (Jo.
1.36)
b)
Levar homens a Cristo (Jo.
1.41)
c)
Alistar vida para o
serviço de Cristo (At. 11.25,26)
d)
Proporcionar o
crescimento da igreja (At. 2.47;5.14;9.31)
Para
atingirmos os objetivos para esta década no Brasil a igreja
precisa cerca 20% ao ano:
-
Hoje ela esta crescendo
5% ao ano.
-
Uma igreja de 100 membros
está crescendo 5 membros ao ano.
-
Precisa crescer pelo
menos com 20 membros ao ano.
-
Uma igreja de 500 membros
precisa batizar 100.
-
Uma igreja de 1000
membros precisa batizar 200 e assim por diante.
COMO DEVE SER FEITO O EVANGELISMO?
Com
profundo amor
Com
paciência e persistência
Ouvindo a
pessoa evangelizada
Usando
linguagem que as pessoas compreendam
Fazendo
perguntas sábias sobre a salvação
Não fugindo
do assunto da salvação
Ex.:
Cristo e a Samaritana – Os Judeus não lidavam com os Samaritanos.
Evitando
assuntos polêmicos e discussões
Evitando
ficar irritado
Mostrando o
plano da salvação de modo simples
Procurando
responder todas as perguntas com apoio bíblico
Reconhecendo que só ovelhas geram
ovelhas.
MÉTODOS DE EVANGELISMO:
1º Em
massa
Cristo e
os Apóstolos sempre gostaram desse método.
Evangelismo
em massa é alcançar muitas pessoas ao mesmo tempo.
Ex.:
Cruzadas, Culto nos templos, Cultos nas praças e etc...
2º
Evangelismo Pessoal
Cristo e os Apóstolos sempre usaram
método de Evangelismo em massa, mas nunca desprezaram o
evangelismo pessoal. Ex.: A Samaritana,
Zaqueu, Nicodemos, o Eunuco de Candace, a Mulher Adúltera, A
Sirofinicia e etc...
Evangelismo
pessoal é uma pessoa ganhando outra pessoa. Discípulo. Ex.:
Filipe e Natanael (Jo 1.43-46)
DISTRIBUIÇÃO DE FOLHETOS:
PONTOS A SEREM CONSIDERADOS :
1- Conhecer
o folheto e sua mensagem
2-
Entrega-lo com atitudes de interesse
3- Não
insistir para que alguém o tome
4-
Manter-se calmo e vigilante
5- Não
discutir nunca
6- Se
alguém jogar o folheto fora, torne-o ajuda-lo
7- Oferecer
o folheto com um sorriso sincero e com as seguintes palavras: Boa
Tarde, Quero oferecer-te: a) Uma
mensagem importante, b) Algo de importância para sua vida, c) Um
recado de Deus, d) Um folheto que explica o caminho da eterna
salvação.
8- Dar o
folheto carimbado
9- Conhecer
como guiar uma alma a Cristo
PASSAGENS QUE O
EVANGELISMO DEVE CONHECER BEM E ONDE ENCONTRA-LA
1- Os Dez Mandamentos Ex 20; Dt
5.
2- O sermão
da Montanha Mt 5.6,7
3- A grande
comissão Mt 28
4- O plano
de salvação Jo 3.16; Jo 5.24; Rm 8; Is.
53.4,5; At 2.8,9,10,11.
5-
Convicção de Salvação I Co 1.18 e 21
ESTRATÉGIA DE EVANGELISMO
1-
Nos lares, At. 5.42
2-
Nos hospitais, Mt 25.43
3-
Nas prisões, Mt 25.43
4-
Nas filas de ônibus
5-
No púlpito
6-
Nos bares
7-
Nos restaurantes
8-
Nos consultórios
9-
Nos colégios e universidades, At 19.9
10- Nos
conjuntos residenciais – Folhetos...
11- Nas
filas do INANPS e similares
12- Nos
cemitérios- Dia de finados
13- Nas
feiras livres
14- Nas
Exposições
15-
Nas Estádios e Similares – Folhetos
específicos
16- Ao ar
livre, At 16.13
17- Através
do Telefone
18- Através
de postais
19- Através
de jantares
20- Através
de um testemunho santo
21- Através
do Rádio, Sl 19.1,3; Jr. 22.29; Sl 26.7
22- Através
da Televisão, Mt 10.27
23- Através
das caixas postais
24- Através
de cruzadas Evangelísticas, At 8.5,6
25- Com
Folhetos (oração)
26- Com
jornais, Is 52.7; Am 4.5; Sl. 26.7; 68.11; Mc 1.45; 7.36;
13.10
27- Com
cartões de oração
28- Com
bíblias e Novos Testamentos
29- Com Cds
30- Com
Fitas K-7
31- Com
adesivos
32- Através
da escola (Um aluno ganhando outros alunos)
33- Na
beira de rios , nas praias, At 16.13-15
O EVANGELISMO E AS ELITES:
O nosso propósito é mostrar o
interesse de Jesus Cristo na evangelização das
Elites `a luz da Bíblia. Temos conhecimento que as elites
não são as camadas mais fáceis de serem atingidas Mt 19.23. Mas
também reconhecemos que estas camadas necessitam de serem
atingidas, pois o evangelho destina-se a toda a criatura neste
mundo (Mc 16.15)
O QUE SIGNIFICA EVANGELHO:
I – O
evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê,
Rm 1.16
II – O
Evangelho é a mensagem de fé que pregamos, Rm
10.8
III – O
Evangelho é a palavra da cruz, loucura para os que perecem, mas
para os que são salvos, poder de Deus, I Co 1.18.
IV – O
Evangelho é a notícia do perdão de Deus oferecido aos pecadores.
As boas novas de grande alegria para todo o povo, Lc 2.10.
A QUEM SE DESTINA O EVANGELHO
A todo o mundo (Jo 3.16)
A todos os
homens (I Tm 2.4; Tt 2.11)
Deus não
faz acepção de pessoas (Rm 2.11)
QUEM SÃO AS ELITES
Elite
Política
Elite
Intelectual
Elite
Social
AS ELITES NO PLANO DA SALVAÇÃO
Existe nas
escrituras sobejas provas e evidências de que Deus se
interessa por salvar as Elites.
Ex.:
José de Arimatéia Mt 27.57 (Senador)
Nicodemos Jo 3.1-21 (Príncipe)
Manaém At 13.1 (Filho adotivo de
Herodes)
COMO ALCANÇAR AS ELITES
O exemplo
do Eunuco de Candace, At 8.27 (1º
ministro da rainha da Etiópia)
O exemplo
do Capitão Cornélio At 10 (centurião da coorte italiana)
O exemplo
de Públio At 28.7 (governador da ilha
de Malta)
IDÉIAS E SUGESTÕES
Refeições
nos lares;
Jantares em
hotéis e restaurantes;
Literaturas
especializadas;
Correspondências específicas com argumentos inteligentes e
bem-bolados;
Programas
de televisão e rádio.

AS ELITES:
AJUDE-NOS A ALCANÇARMOS
Curso Prático de
Evangelismo - Parte 2
INTEGRAÇÃO OU DISCIPULADO
A integração das pessoas que aceitam é
muito importante
Nós enfrentamos
ultimamente uma grande dificuldade na área Evangelística. É que se
fazem grandes concentrações fora e dentro do templo. Tais como:
Congresso de Mocidade
Congresso de Senhoras
Congresso de Círculo de Oração
Cruzadas Evangelística etc...
Gastam-se fortunas com cantores, pregadores, som.
Agrega-se grandes coletividades, mas no
fim do conclave, soteriologicamente falando o saldo é negativo.
Mas não se converteu grande número?
Que houve? Onde estão eles?
É aí que vejo a necessidade da integração.
DEFININDO A INTEGRAÇÃO
Integração é tornar
inteiro, completar, incorporar-se, discipular Mt 28; 19.20; At
20.20.
Uma igreja sem integração é como uma mãe que dá a luz e abandona
seu filho, na calçada, lixeira ...
porta alheia.
Uma igreja por menor que seja tem normalmente 144 cultos públicos
por ano.
Ganha no mínimo 192 almas por ano mas
só batizamos de 10 a 15 das 192.
Que está havendo? Por um saldo tão negativo? Falta de integração.
QUE É INTEGRAÇÃO?
É tudo que se faz para ajudar o Neófito (Novo convertido) a
adaptar-se a nova fé.
A INTEGRAÇÃO E O RECÉM-NASCIDO
1 – DORES E GEMIDOS
Toda mulher quando está dando a luz, normalmente sente dores de
parto. Ela grita, geme, até chora.
Que lição tiramos daqui? Que o mesmo
deve suceder no seio da igreja Gl 4.19.
Infelizmente na hora que o pregador está fazendo o apelo, não está
havendo por parte da igreja, as dores de parto.
Anteriormente era assim:
O orador fazendo o apelo e a igreja gemendo de dores de parto,
ou seja orando em espírito.
Gemiam e até choravam. Hoje há...
2 – A COOPERAÇÃO NO NASCIMENTO DO BEBÊ
Nos hospitais as enfermeiras auxiliam os médicos no parto.
Isto nos fala que na hora do apelo o pregador carece de auxiliares
de alguém que vá ao pecador e carinhosamente faça-lhe o convite do
novo nascimento, estendendo-lhe a mão amiga.
3 – O RECÉM-NASCIDO E AS DIFICULDADES
Um recém-nascido trás consigo uma série de dificuldades, a saber:
a)
De locomoção
Não sabe
andar, para sua locomoção, só correndo.
Que
lição tiramos daqui? Que o novo
convertido não sabe andar no caminho celeste; carece de alguém que
vá busca-lo
para outros cultos.
b)
Para Alimentar-se
Para
Alimentar o recém-nascido a Mãe o carrega até o colo e coloca a
mama em sua boca.
Isto
fala-nos da ajuda que o neófito carece para alimentar-se
espiritualmente.
Ajude o
neófito a encontrar os livros capítulos e versículos da Bíblia.
Explique a ele o que isto ou aquilo quer dizer.
4 – O
RECÉM-NASCIDO EM FASE DE DESENVOLVIMENTO
a)
Alimentação adequada
Um
recém-nascido não pode alimentar-se com o mesmo alimento de uma
criança adolescente, mocidade, adulto.
1º -
Nestogênio
2º -
Lactogênio
3º - Ninho
Instantâneo
4º - Ninho
Integral
5º -
Verduras e etc...
Que
lição tiramos daqui?
Não podemos
alimentar o novo convertido com comida forte.
Ex: Não
fale diretamente ao neófito sobre dízimos, ofertas, vestes,
cabelos, suas jóias, seus quadros... Etc.
b)
Cuidando da saúde do
recém-nascido
Todo
recém-nascido carece de cuidados especiais, semelhantemente o
neófito.
Como cuidar
da saúde espiritual do neófito?
1 – Não o deixe descalço Ef. 6.15
2 – Não o deixe com roupas espirituais
sujas Ec 9.8
3 – Não o deixe com fome Mt 14.16.
c)
Ajuda para andar
Todo
recém-nascido em estado de crescimento mostra interesse e esforço
para andar.
Ex.:
Ele vai se arrastando, engatiando. É o anelo de andar. Mas só
começa andar mesmo quando alguém lhe ajuda neste particular.
Geralmente
é assim. Pega-se nas duas mãos,
coloca-se a criança em pé e vai ensinando os passos... Daqui,
acolá solta a criança, e assim vai...
Na
integração evangelística também é assim; devemos soltar o novo
convertido de vez em quando, mas nunca perdê-lo de vista.
É você
chegar na casa dele e dizer: irmão fulano vou
chegar na igreja um pouco mais tarde e não vai dar para te
pegar hoje. Mas vá à frente, e voltaremos juntos, amém? Isto é só
uma estratégia para ver se há esforço no neófito de querer andar
na fé.
Se ao
chegar na igreja você notar sua falta, nem assista o culto, corra
até a casa dele e veja o que está acontecendo.
d)
O BEBÊ E AS PRIMEIRAS
PALAVRAS
Geralmente
toda criança começa a falar com alguém lhe ensinando.
Normalmente
as primeiras palavras são:
Papai e
mamãe.
Ensine o
neófito a falar do amor do pai que é Jesus Cristo.
e)
DESPERTANDO A VOCAÇÃO
Toda
criança em fase de desenvolvimento deixa escapar sua vocação.
O novo
convertido em fase de crescimento espiritual, também deixa escapar
sua vocação ou talento, entregue por Deus para o bom andamento da
obra.
Cantor (a),
pregador (a), Pastor, Evangelista, Presbíteros, Diáconos(isas),
Auxiliares do círculo de oração, Maestros (inas), Músicos, ...
etc.
Ajude o
neófito a descobrir sua vocação. Como ajudar?
Dando-lhe
oportunidade para desenvolver o talento, se cantor, cantando, se
pregador, pregando.
f)
A INTEGRAÇÃO É BÍBLICA?
SIM
Natanael Jo
1.45,51
Os judeus
At 15.13
Paulo faz a
integração dos Efésios Mt 19.1,7
Paulo faz a
integração de Onésimo Fm 8.17
Felipe faz
a integração do Eunuco At 8.34,38
g)
QUE COOPERA PARA A NÃO
PERMANÊNCIA DO NEÓFITO?
Falta de
atenção
Falta de
amor
Falta de
carinho
Discórdia
Falta de
alimentação
Nicodemos
(oculto)
Zaqueu
(pequeno)
Bartimeu
(cego)
Samaritana
(inimizade)
h)
COMO DEVE SER FEITA A
INTEGRAÇÃO
a)
Com preparo Bíblico Rm
12.7
b)
Com dedicação e amor
c)
Com visitação rápida e
objetiva.
i)
GRUPOS DE INTEGRAÇÃO
O grupo
visitará o neófito logo no outro dia, após a sua conversão.
No primeiro
ou segundo expediente obs.: não em
horário que possa incomodá-lo.
Um dos
componentes do grupo ficará na incumbência de ir buscar o neófito
no dia do culto, cuidará dele até o batismo nas águas.
j)
QUANDO E COMO COMEÇAR A
INTEGRAÇÃO
a)
Já, hoje, agora.
b)
Colocando em prática tudo
o que aprendeu.
c)
Lembrando-se que
só ovelhas geram ovelhas. O Que você é?
Curso Prático de Evangelismo -
Parte 3
SOBRE EVANGELISMO PESSOAL
APOSTILA 001
“MOTIVOS E AUTORIZAÇÃO"
O Senhor Jesus é o motivo supremo e
também é a Autoridade que nos manda pescar homens para Ele. Ele é
o Mestre por excelência, e o exemplo na arte de fazê-lo.
Ele promete êxito na tarefa, se
cumprimos a condição de O seguirmos.(Mt. 4:19.) Deve ficar claro,
também, que o êxito na incumbência de evangelizar não significa
exatamente que se converta toda pessoa a quem se fale.
Isto não aconteceu nem com o Senhor
Jesus, quando esteve corporalmente entre nós na terra (Mt.
19:16-22).
O mesmo pode se dizer dos Apóstolos
(At.17:5, 32; At. 19:9, são exemplos de momentos em que a Palavra
levada pelos Apóstolos não foi aceita pelos seus ouvintes).
Porém, cada ser humano que ouve a
Palavra de Deus, que é evangelizado, há de sentir-se responsável
pela sua reação, não perante a quem lhe prega o evangelho, mas
diante de Deus (IICo. 5:17-21).
Testificar aos homens,
apresentando-lhes as verdades do Evangelho ou Boas Novas a cerca
de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, é obrigação séria e
responsabilidade de cada cristão.
POR QUÊ EVANGELIZAR?
1 - PARA A GLÓRIA DE DEUS (ICo.
10:31)
Como em todas as coisas que fazemos em
nossas vidas.
2 - PELA GRATIDÃO A DEUS - Por
Sua Graça ao salvar-nos , e o reconhecimento por suas bênçãos.
3 - O AMOR A DEUS - O nosso
amor a Deus.
Então, recapitulando... são três os
motivos que nos constituem a força que nos impulsiona a
evangelizar:
A GLÓRIA DE DEUS, A GRATIDÃO A DEUS
e O AMOR A DEUS.
Há também motivos que são secundários
em relação a estes.
MOTIVOS SECUNDÁRIOS:
o amor às almas,
o amor de Deus à humanidade,
a condição do homem no pecado
a alegria de quem prega
a alegria dos anjos ao ver uma alma
arrependida
a necessidade de mudar o destino
eterno do homem.
Porém, a razão maior para evangelizar,
deve ser a GLÓRIA DE DEUS, embora não devamos negar os
outros motivos como legítimos e poderosos. Todos têm seu lugar.
MOTIVOS INDIGNOS
HÁ UM LADO NEGATIVO - o evangelizar
por impulsos, diferentes dos que levam à GLÓRIA DE DEUS.
O negativo acontece quando em
realidade o que nos move a falar é o orgulho e o desejo de ganhar
uma glória pessoal.
Pode ser natural que o cristão queira
ser reconhecido como um ganhador de almas.
Porém, de uma forma sobre natural ele
pode vencer esta inclinação vaidosa e trabalhar unicamente para a
GLÓRIA DE DEUS - pois esse é o motivo central da evangelização.
ERROS QUE DEVEMOS EVITAR
Um engano que se pode cometer, na
evangelização é: falar a uma pessoa acerca da sua relação para com
o Senhor Jesus e o perigo da sua perdição, e se não se consegue
convencê-la, utilizar esforços humanos até afastá-la
definitivamente, em vez de ganhá-la.
É um erro também a tentação de ficar
satisfeito com uma concordância superficial em vez de conseguir-se
uma decisão genuína.
É fatal confundir um aparente
convencimento humano com uma convicção de uma conversão operada
pelo Espírito Santo.
O OBREIRO É SERVO E EMBAIXADOR
Nós somos servos e sacerdotes,
embaixadores pessoais do Reino de Deus... mas estes títulos de
honra têm a ver especialmente com nossa relação com Deus...
não com os homens.
Em Apocalipse 3:20, e IICoríntios 4:5,
nosso Senhor é apresentado fora da porta do coração de cada pessoa
incrédula, batendo e solicitando entrada.
O próprio homem tem que resolver se
abre a porta e Lhe dá entrada, ou não. O Senhor Jesus não força a
porta, nem nada pede mediante violência. Simplesmente explica qual
é a conseqüência da recusa ou aceitação - mais nada.
Somos nós que levamos as informações
acerca de Jesus Cristo para a alma perdida. Em IICo.4:5, está
escrito que não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo como
Senhor.
Que espécie de testemunho se dá acerca
de Jesus?
Louvamos a ele devidamente? Ou estamos
descrevendo-O, apenas, como fez o servo, na parábola de Mateus
25:24?
André disse a Pedro estas simples
palavras: "Achamos o Messias", que foram suficientes para levá-lo
a Cristo. Felipe fez semelhante com Natanael, dando apenas um
pouco mais de explicações acerca de Jesus e convidou-o a vir ver
por si mesmo, e ele o fez - Jo.1:45-46.
Mas no Velho Testamento temos um
exemplo de como alguém pode dar um mau testemunho a respeito do
Senhor!
O Rei Ezequias não testemunhou a
respeito dos prodígios de Deus, quando os mensageiros de Babilônia
foram a Jerusalém com o propósito de saber como era possível que
uma Nação tão pequena tivesse obtido êxito sobre o grande exército
dos Assírios.
Por seu orgulho, Ezequias eclipsou o
amor de Deus ao invés de dar a Glória que Lhe era devida, ele
limitou-se a mostrar a casa do seu tesouro. A prata, o ouro, as
especiarias... por orgulho pessoal.
Ezequias glorificou-se a si mesmo em
vez de render suas homenagens ao seu Senhor... por isso Ezequias
foi severamente castigado. (IICr.32:31; IIReis. 20: 12-19).
A VONTADE DIVINA
O Nome do Pai não é glorificado no
coração do incrédulo, nem ali Deus reina, fazendo Sua vontade...
mas quando uma pessoa se arrepende e confia em Jesus, as coisas
logo mudam.
Então aquele que era incrédulo passa a
reconhecer Deus como Pai. O seu coração torna-se o trono em que
Cristo reina; e o convertido passa a fazer a vontade divina, ao
invés da sua própria vontade. Nessa mudança consiste a verdadeira
conversão.
O AMOR DIVINO
Deus nos criou, Ele desejou que as
Suas criaturas estivessem com Ele na comunhão eterna. Ele nos ama
com amor eterno. Ele não quer que nós pereçamos, mas que todos
sejamos salvos (IPe. 3:9b)
Mas devemos saber que ninguém será
salvo por sua própria vontade (Jo.5:6,40) Cada ser humano tem que
resolver por si mesmo.
O Pai não quer que ninguém esteja no
céu sem ter o prazer de estar com Ele, nem admitirá ninguém que
não aceite a Jesus Cristo como Seu Filho.
Esta é a razão porque desejamos
agradar ao coração de Deus, é a razão que temos para nos ocuparmos
em buscar os perdidos.
Se meditarmos nisto, ao falar aos
homens acerca do Evangelho, o amor de Deus encherá os nossos
corações, brilhará em nossos olhos, e afetará até o timbre de
nossas vozes (IICO. 5:11) diz assim: "conhecendo o temor do
Senhor, persuadimos aos homens"
E o vs 14 diz: "Pois o amor de Cristo
nos constrange" Assim, que a GLÓRIA DE DEUS seja o nosso motivo
supremo na grande tarefa de evangelizar os nossos semelhantes.
Há ocasiões em que o Espírito Santo
nos move a apresentar ao incrédulo o seu dever de glorificar o seu
Criador, como base na sua aceitação de Cristo.
Especialmente quando se fala aos
jovens, esta verdade os atrai, porque lhes oferece uma razão de
ser, uma meta na vida, e um ideal que se põe em ordem com os
interesses e conflitos de sua existência.
MOTIVOS QUE NOS CONTRANGEM
O AMOR ÀS ALMAS
Em Rm. 5:5, temos que "o amor de Deus
é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi
outorgado".
Então, sendo que Deus amou o mundo de
tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para salvar-nos da
perdição e dar-nos a vida eterna, segue-se que este amor em nós
também se manifestará em querer que todas as almas sejam salvas.
DEVEMOS DESEJAR A SALVAÇÃO DE TODO SER
HUMANO
Este amor, que é de Deus em nós,
compele-nos a pensar em todas as pessoas que encontramos. Em como
está a sua relação com Jesus Cristo.
Isso até mesmo antes de considerarmos
se esta ou aquela pessoa é digna de nossa amizade, se vai ser útil
e proveitoso conhecê-lo, nada disto. Basta que seja um ser humano,
que precisa de DEUS, para que desejemos levá-lo a Cristo.
MEIOS QUE DEUS USA
Nem todo membro de igreja procura
oportunidade para testificar do amor de Deus. Existem até os que
procuram esconder que são crentes em Cristo, apesar do que fiz a
Bíblia: (Mc 8:38 e Mt. 10:32 2 33).
Mas quando o cristão evangeliza
constrangido pelo Espírito Santo nele, é prova de que ele está
seguindo a Cristo. Em raras ocasiões Deus usa pessoas não
convertidas para citar alguma verdade bíblica.
A NECESSIDADE DAS ALMAS
Todas as pessoas precisam conhecer
a Deus. E nós , que O conhecemos, devemos suprir essa necessidade.
VÁRIAS NECESSIDADES DOS HOMENS
1 - Está perdido e necessita de um
Guia;
2 - está enfermo e necessita de um
médico;
3 - está escravizado, necessita de um
Redentor;
4 - está moribundo e necessita de um
Salvador;
5 - está espiritualmente morto,
necessita de Vida Nova.
A lista pode ser aumentada
indefinidamente porque o homem natural ignora as verdades
espirituais e necessita de luz, iluminação; tem fome e sede de uma
satisfação que não encontra.
O homem natural, até que se dê conta
de sua condição espiritual, e suas conseqüências, dificilmente
busca a Salvação. O nosso dever é ensinar-lhes que o pecado pode
propiciar prazeres ao corpo, mas não pode dar gozo à alma, e que
Jesus é a única resposta para a alma.
A CHAMADA DE DEUS
A OBEDIENCIA É IMPERATIVA
É fácil perder o ânimo e achar que já
fizemos a nossa parte e cumprimos a nossa obrigação. Pra quê
continuar agüentando os insultos dos incrédulos? Porém o Espírito
Santo está sempre a mostrar os frutos do nosso trabalho e nos
fazendo pensar em nossa obrigação de cumprir o dever de
evangelizar.
A AUTORIZAÇÃO QUE TEMOS PARA
EVANGELIZAR
Todo cristão conta com a autorização
divina para evangelizar. Tem as suas ordens por escrito (Mc.
16:15; Mt. 4:19; At. 1:8; Lc 24:45).
Os apóstolos levaram muito a sério a
sua comissão e testificaram apesar de toda a oposição (At. 2-4).
Pedro disse a seus juízes como justificação para ter continuado
sua pregação contra as ordens deles: "Julgai se é justo diante de
Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; pois nós não
podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos."
QUEM É AUTORIZADO A EVANGELIZAR
Os que reconheceram a Jesus como
Messias, Filho de Deus e seguiram-nO , por causa dos seus
ensinamentos, estes foram os enviados a pregar (Mc. 5:18; Lc10:1-12).
ORDENS GERAIS E PARTICULARES
Temos, portanto, autorização plena e
clara, escrita na Palavra de Deus, a Autoridade superma em todo o
universo. Também reconhecemos que Ele é o Deus Vivo, que ainda se
comunica com os seus filhos que vivem neste mundo.
Podemos fazer uma alegoria entre a
Bíblia e o Manual Militar. O cidadão que se alista no exército, é
enviado ao quartel, onde veste o uniforme militar, e em seguida
ensinam-lhe as regras elementares do exército.
Aprende como saudar os oficiais, como
responder à ordem de "Atenção" como apresentar armas, o modo de
marchar, de montar guarda, etc.
Mas, por exemplo, do Manual não
constam as ordens do dia., em que se diga que o Cabo Pedro
Gonçalves com o soldado Carlos Pereira, montarão guarda à porta do
Palácio do Governo, desde a meia-noite de quinta-feira, 25 de
abril, até as quatro da madrugada de sexta-feira.
Esses detalhes não se escrevem no
Manual Geral, mas dia após dia constam do quadro de avisos
individuais, no quartel. Esta prática militar é uma ilustração,
embora imperfeita , do que sucede com o cristão.
Ao aceitar e confessar Cristo, como
seu Senhor e Salvador pessoal, a pessoa constitui-se membro do
exército do Senhor Jesus. Deve, portanto, aprender as ordens
gerais para cada soldado espiritual, conforme estão escritas no
Novo Testamento.
Uma delas é a comissão de falar em
nome de Cristo às almas perdidas, rogando-lhes que se reconciliem
com Deus (IICo. 5:17-20).
ORDENS ESPECIAIS
Há regras que todo cristão no exército
de Deus deve observar e acatar sempre. Deus reconhece a cada um de
seus soldados não só pelo nome, mas também os seus pensamentos
mais íntimos e até as intenções do seu coração.
Sabe chamá-lo, pelo nome e indicar-lhe
o que deseja que ele faça. (At. 5:20; 6:11). Nem sempre o Senhor
fala de forma dramática, como fez com Paulo no caminho de Damasco,
ou em sonhos como aconteceu com José.
Geralmente Ele fala mediante a Sua voz
suave na alma do seu filho e outras vezes através das
circunstâncias. O mais comum, é que o crente sinta em seu espírito
um santo impulso para dizer algo a certa pessoa, descobrindo que,
se obedece, o Espírito Santo lhe dá as palavras adequadas.
UMA ILUSTRAÇÃO
Um Mestre de doutrina cristã ia
andando por uma rua e à sua frente iam quatro homens lado a lado,
de maneira que obstruíam completamente a calçada.
O Mestra ouviu então o mais alto e
forte dos quatro falar palavras blasfemas contra Deus. O mestre
era homem franzino e de estatura mediana, mas antes de poder
refletir, e obedecendo a um impulso interior, adiantou-se e
colocou a mão sobre o ombro do homenzarrão e disse:
“Homem, quem lhe deu o direito de usar
o nome do meu Pai com tão pouco respeito?" o blasfemo se deteve, e
inclinando-se fitou os olhos em seu interlocutor e disse:
“Não sei quem é o senhor, mas esta
manhã, a minha esposa, que é uma boa cristã, me repreendeu nestes
mesmos termos”.
Meu amigo, eu tenho que me dirigir ao
trabalho agora mesmo, mas se o senhor me der o seu nome e
endereço, prometo ir visitá-lo para que me fale de Deus “o
resultado foi o regresso de outro pródigo à casa do Pai”.
Convém obedecer a voz do Espírito,
mesmo quando as circunstâncias forem adversas. Como recomenda o
Apóstolo Paulo: "insta, quer seja oportuno, quer não" (IITm. 4:2).
FINAL DA APOSTILA 001
Por detrás de toda exortação e
instrução, está a necessidade de cuidar para que a sua motivação
seja aceitável ao Senhor, e que cada ação e cada palavra sua conte
com o "Visto" da Sagrada Escritura, sendo dirigida pelo próprio
Espírito Santo.
Curso Prático de Evangelismo -
Parte 4
EVANGELISMO PESSOAL - PARTE II
APOSTILA 002 "REQUISITOS PARA O
EVANGELISMO"
Jesus Cristo expôs o requisito
primordial para ser um ganhador de almas, quando disse: "Vinde
após mim, e Eu vos farei pescadores de homens" (Mt. 4:19). É,
portando necessário ser um seguidor dEle, e permitir que Ele faça
conosco o que deseja que sejamos para a Sua Glória.
Não importa qual seja o nosso dom ou
ministério; o propósito ou resultado deve ser: que os homens sejam
"pescados" para Cristo. Quer dizer, salvos pela fé nEle. Em outras
palavras, cada dom do Espírito é dado ao crente a fim de que seja
empregado em ganhar almas para Cristo.
O verbo "vir" no versículo acima
citado, está no modo imperativo. Não se trata, portanto de um
convite, mas de um mandamento. Assim, cumprir este mandamento é
dever sagrado de todo cristão. Tratá-lo com descaso é
desobediência ao nosso Senhor.
Seguir a Cristo de coração resultará
em nos ocuparmos em buscar outros para Ele. (IICo. 5:11).
O QUE NÃO SE REQUER PARA PODER
FAZER A OBRA PESSOAL.
A necessidade de usar o bom senso
Uma jovem missionária, coberta com
um escasso vestido da última moda, parada diante de um grupo de
homens vulgares e do pior calibre moral. Enquanto ela, com
aparente boa fé, lhes dava o seu testemunho em palavras corretas e
excelente gramática, em seu fervor, movia o seu corpo de um lado
para o outro com certo ritmo, os espectadores riam e soltavam
grosseiras expressões, manifestando o seu desejo de dançar com
ela.
A sinceridade sem ser acompanhada da
prudência e do bom senso, traz resultados contraproducentes.
Além disso, devemos nos ater à regra
básica da evangelização pessoal, de que os homens devem falar com
homens, e as mulheres com mulheres, e sempre que possível, segundo
a sua mesma idade e cultura, a menos que haja circunstâncias
especiais.
Não é necessário que o cristão tenha
aparência física perfeita, com um corpo escultural. Nem Cristo nem
os apóstolos foram conhecidos por sua aparência física.
Paulo, por exemplo, descreve a si
próprio como de presença corporal débil (IICo. 10:10) e enferma,
talvez com os olhos prejudicados por alguma enfermidade (Gl.
4:13-15; 6:11).
Há cristãos muito espirituais que
fisicamente são disformes (coxos, mancos, tortos, com lábios
leporinos, etc). Mas a presença de Cristo em suas vidas faz com
que o seu interlocutor se esqueça completamente do seu defeito
corporal, realçando a beleza espiritual que se manifesta de forma
sensível.
Alguém pode falar com uma dessas
pessoas, e logo ficar convencido de que esteve na presença de um
singular filho de Deus. O Espírito que pode vencer esta classe de
"obstáculos" ou impedimento é Poderoso também para vencer
dificuldades no falar.
FALE SÓ DE CRISTO
Tanto para pescar peixes, como para
pescar homens, vale uma importante regra: "Conserve-se fora da
vista".
O Apóstolo Paulo disse: “não nos
pregamos a nós mesmos, com o objetivo de a outra pessoa nos ter em
estima, em confiar em nossa palavra, e nem devemos nos rebaixar
excessivamente”.
O Espírito Santo está no cristão com o
objetivo de convencer o mundo do pecado, porque não crê no Senhor
Jesus (Jo. 7-8).
CONSIDERE SEMPRE O PENTECOSTE
Há cristãos, que se dizem
impossibilitados de evangelizar por não ter estudado em uma
Universidade, ou em um seminário. Esta desculpa procede de uma
atitude incorreta do cristão. Soa como se a pessoa que a apresenta
ignorasse que o Pentecostes é uma história verídica.
Uma das lacunas mais comuns e tristes
nas igrejas de hoje, é a multidão de membros que vive como os
discípulos de João Batista que em Éfeso disserem: "Nem mesmo
ouvimos que existe o Espírito Santo" (At.19:12). Não conta com um
Deus presente diariamente em sua vida.
Muitos não conhecemos a Bíblia como
devíamos. É certo que ninguém conhece a Palavra de Deus a fundo
porque ela é obra de Deus, mas podemos e devemos estudá-la e
conhecê-la melhor à medida que o tempo passa. (você já leu a
Bíblia toda?)
Mas também não são teólogos todos
incrédulos com quem havemos de falar. São almas necessitadas.
Precisam saber o que você sabe. Necessitam do seu testemunho.
Portanto, você deve procurá-las e falar-lhes. Deixe de pensar em
si mesmo. Deixe de evadir-se da sua responsabilidade , com
desculpas sem fundamento.
Qualquer servo de Deus há de ser
criticado, caçoado, rejeitado. Alguns o desprezarão e censurarão
além do que é justo. Outros louvarão ou estimularão mais do que
merece.
Enquanto estamos neste mundo
incrédulo, não devemos esperar outro tratamento da parte do povo.
Lembremo-nos de Mateus 5:11,12; I Pedro 4:14. E recordemos o que o
Senhor sofreu por nós (Hb. 12:3-4), e que esta atitude do mundo só
comprova a sua necessidade da mensagem do evangelho.
O Servo de Deus deve meditar muito
nestas duas passagens das Escrituras "Ai de vós, quando todos vos
louvarem" (Lc. 6:26); "Porventura procuro eu agora o favor dos
homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse
ainda a homens, não seria servo de Cristo." (Gl. 1:10)
O Cristão deve dizer acerca de si
mesmo, o menos que lhe seja possível. Deve apenas dar um
testemunho pessoal de como Cristo mudou a sua vida, e lhe deu paz.
Toda verdadeira conversão é uma obra
do Espírito Santo, embora Ele nos tenha usado como Seus
instrumentos para falar ao pecador.
Nosso dever é fazer tudo o que estiver
ao nosso alcance para conseguir que o incrédulo, ao ouvir a
Palavra escrita de Deus, sinta-se como se o próprio Deus lhe
estivesse falando naquele momento, de forma pessoal.
Quando o pecador se rende a Cristo, é
natural que terá um apreço especial pela pessoa que o levou aos
pés do Salvador, mas o dever do obreiro é fazê-lo ver que é a Deus
a quem ele precisa agradecer pela sua salvação.
Se não podemos proceder sinceramente
desta maneira, convém que nos examinemos, para jogar fora o
orgulho e todo o motivo ou pensamento que não glorifique a Deus.
CULTURA SUBMISSA
A cultura acadêmica pode servir de
obstáculo à obra do Senhor, se não for sujeita completamente ao
Espírito Santo de Deus.
Mas quando a cultura permanece debaixo
do controle divino, o seu possuidor será submisso como instrumento
útil e eficaz de Deus, pronto para apresentar o Evangelho a toda
classe de pessoas, de maneira simples e compreensível.
O SOCORRO DO ESPÍRITO SANTO
muitos se surpreendem quando pela
primeira vez experimentam o socorro do Espírito Santo, ao
depararem com momentos e circunstâncias em que o Espírito Santo
intervém para auxiliar no modo correto de falar, comportar-se ou
mesmo calar-se diante de algumas situações.
Não é raro quem depois do fato
acontecido, percebem como teria sido impróprio se tivessem
procedido conforme seu costume em outras ocasiões. Não devemos
deixar de testificar ou evangelizar, por medo de equivocar-nos. O
Espírito nos ajuda em nossas fraquezas.
A RESPONSABILIDADE É INDIVIDUAL
O Senhor será o juiz da obra de cada
um dos seus filhos, do que ele tenha feito desde a época da sua
conversão. Romanos 14:12 diz que “Cada um de nós dará conta de si
mesmo a Deus". Haverá galardão ou perda de galardão, para todos os
cristãos, sem exceção.
Levemos a mensagem e sejamos fiéis
Àquele que nos enviou, não importa a maneira como o mundo nos
receba. O Nosso Senhor não nos promete todo o êxito que desejamos.
Ele diz que somos levados em triunfo em Cristo Jesus, que por meio
de nós, manifesta em todo lugar o aroma do Seu conhecimento.
Isto foi o que Paulo disse em II Co.
2:14-16: "Porque somos para com Deus o bom perfume de Cristo; nos
que são salvos... aroma de vida para vida; nos que se perdem...
cheiro de morte para morte". Mesmo se tivermos fracassos, devemos
seguir adiante (Gl.6:9; ICo. 15:58).
A dificuldade de toda desculpa, é a
nossa incapacidade de compreender que somos apenas instrumentos do
Espírito Santo, e que é Ele que convence e converte o pecador. Mas
no fundo de tudo, a desculpa é desobediência. É falta de fé. É
manifestação de interesse próprio. É uma expressão de indolência
espiritual. Seria mais honroso confessar que, na verdade não
queremos enfrentar a tarefa de ganhar almas.
O QUE SE REQUER PARA FAZER A OBRA
1 - Ter o amor de Deus em nossos
corações por meio do Espírito Santo (Rm. 5:5) - conversão.
2 - Um sentido de urgência em
ganhar almas (Ef.5:16) - O Senhor voltará, o Tempo é curto.
3 - Um
conhecimento adequado da Bíblia, para empregá-la como Autoridade (ICo.15:1-4)
AJUDANDO AO RECÉM-CONVERTIDO
Uma vez que tenhamos visto alguém
fazer a profissão de fé em Cristo, depois da devida instrução,
temos direito de esperar que haja uma transformação de vida em tal
pessoa.
Não podemos pensar e dizer que já
fizemos tudo o que nos cabia, e que estamos livres de toda a
responsabilidade neste caso. Não é assim. Temos a mesma obrigação
que tem a mãe, pela criatura a quem acaba de dar a luz.
Nosso dever é fazer tudo o que estiver
ao nosso alcance para assegurar que a nova criatura (IICo.5:17)
receba o alimento e o cuidado, a instrução e o exercício que são
necessários para o seu desenvolvimento espiritual.
NÃO DEVEMOS TER MEDO DE DESEMBAINHAR A
ESPADA DIVINA
Quanto da Bíblia é necessário que
alguém saiba, para começar a obra pessoal?
O fato de milhares de pessoas terem
sido convertidas pelo uso de apenas um versículo das Escrituras,
prova que sabendo apenas isto, um versículo, pode-se dar início à
obra e ter um bom êxito. Quantas almas foram ganhas para o Senhor
apenas com João 3:16? Ou João 1:12? Mateus 11:28? Romanos 10:9?
Atos 16:31 e outros? Mas, muitos são também aqueles que passaram
por vexame por nunca terem lido a Bíblia toda, pelo menos uma vez.
MEMORIZAÇÃO DE PASSAGENS BÍBLICAS
Como é de se esperar, teremos a
oportunidade de testificar de Cristo e de conversar acerca dele,
quando não houver uma Bíblia por perto, ou quando não for possível
ou não for a ocasião propícia para usá-la.
Portanto, o crente que deseja ser
perito pescador de homens para o Senhor, deve determinar-se
resolutamente a aprender de cor um número sempre crescente de
passagens bíblicas para serem usados nessas ocasiões.
COMO FUNCIONA A MEMÓRIA
As leis de memorização são quatro:
1 - a
primeira impressão;
2 - a
compreensão;
3 - a
associação e
4 - a
repetição.
Quando uma pessoa de fato quer
aprender algo de cor, e se põe a fazê-lo, pode realizá-lo. A sua
decisão vale muito. Pode-se ilustrar a aplicação das quatro regras
de aprendizagem, desta maneira:
Um cristão resolve que vai aprender
certo versículo de cor. Põe-se a estudar o seu significado: que é
realmente o que ele quer dizer?
Quando o compreende bem, liga-o com
outras passagens, e grava-o em sua mente, onde se encaixa no
desenvolvimento do plano de salvação.
Então, medita bem acerca do seu uso na
obra pessoal, emprega-o ao falar com os outros, e repete e torna a
repetir o versículo juntamente com a sua referência ou endereço,
isto é, o livro, capítulo e o número do versículo. Assim, a pessoa
usou todas as quatro leis, sem sequer percebê-lo.
O USO DE CARTELAS
Muitos cristãos usam o emprego de
cartõezinhos, ou tiras de papel para memorizar textos bíblicos. De
um lado escreve-se o versículo ou passagem, e do outro, onde se
encontra na Bíblia.
Durante a primeira semana guarda-se o
cartão no bolso ou na carteira, lendo-o, com freqüência,
diariamente, até que, ao ler um lado, pode-se dizer o que está
escrito do outro.
Quando se aprendeu este versículo,
passa-se o cartão para outro lugar, onde se guardam os versículos
que são recapitulados semanalmente, ao ver que não lhe custa
nenhum esforço trazê-lo à memória, esse versículo é passado para o
grupo dos que são revisados mensalmente. Desta maneira, ele
permanecerá gravado em sua memória.
É NECESSÁRIO DAR OPORTUNIDADE PARA QUE
O ESPÍRITO SANTO FALE
Os melhores pescadores que temos
conhecido aprenderam que a obra pessoal não consiste em soltar uma
torrente de palavras nos ouvidos de uma pessoa.
Não apenas dão ao seu interlocutor
oportunidade para falar, mas citam um versículo da Escritura e o
explicam, permitem uma pausa, para dar tempo à pessoa de pensar, e
ao Espírito Santo de convencer. Isto geralmente evita que o
entrevistado pense que o cristão está procurando obrigá-lo a crer,
queira ou não.
ENSINAMENTOS BÍBLICOS:
A enfermidade universal
a - Que todo ser humano é pecador por
natureza, e que, portanto se encontra sob condenação de morte se
continuar em sua incredulidade, isto é, sem crer em Cristo como
seu Senhor e Salvador. (Rom. 3:10, 19,23; 6, 23; 10:9; 5:8; Jo.
3:16)
O remédio
b - Que Jesus de Nazaré, que nasceu da
virgem Maria, por obra do Espírito Santo, é o próprio Deus
manifestado em corpo humano, pra que pudesse viver cumprindo a lei
de Deus com perfeição, e depois de morrer, tomando sobre Si a
condenação que nós merecemos, e ressuscitar dentre os mortos como
prova de que Seu sacrifício satisfez plenamente todas as
exigências da lei divina (Is.53:6; Rm.4:25; IICo. 5:21; Lc 19:10;
Jo. 3:17).
A aplicação
c - Que toda pessoa que sinceramente
se arrepende do seu pecado e da sua incredulidade; crê que Jesus
Cristo é o Filho de Deus; recebe e confessa-O como Senhor da sua
vida; confia no Seu sacrifício feito na cruz do Calvário como a
perfeita satisfação diante da justiça divina por seus pecados, e a
única esperança para a eterna salvação da sua alma, é salva pela
graça de Deus, apropriada por meio da fé (Mc. 1:15; Ef. 2.8-9; Rm.
10:9-10; Jo. 3:16; 1:12; 11:25,26; Is.1:18).
Resultado
d - Quando qualquer pessoa deposita a
sua fé no sacrifício de Cristo como seu Salvador, e se entrega sem
reservas a Ele como Seu Senhor, vários benefícios são concedidos
pelo Espírito Santo, como parte integrante da sua Salvação.
O indivíduo é perdoado, o que
significa que a sentença de morte eterna que pesava sobre ele foi
revogada pelo próprio Deus.
É redimido, isto é, a sua
dívida foi totalmente cancelada.
É resgatado, o que significa
que foi libertado da escravidão a que Satanás o sujeitava.
É justificado, isto é,
apresentado diante de Deus como se não tivesse pecado.
É renascido (adotado ou feito
Filho de Deus).
É santificado, (é dado-lhe um
novo coração com uma nova natureza, a fim de poder andar como
Filho de seu novo Pai).
O seu corpo torna-se templo do
espírito Santo, que morará para sempre nele. Desse momento em
diante, ele tem duas naturezas: a velha, humana, natural,
inclinada a operar independentemente de Deus; e a nova, divina,
santa, inclinada a buscar a vontade de Deus em tudo (II Pe. 1:3-4;
Rm. 5:1; Gl. 5:16-18).
As Campanhas, as Escolas Bíblicas e a
visitação do departamento de missões nos lares, bem como do
departamento da família completarão o trabalho de integração, não
se esquecendo de que este novo convertido precisa, logo após o
batismo nas águas, trabalhar em algum departamento da Igreja para
que possa crescer e se sentir parte da Igreja.
Estudo
retirado de www.estudos bíblicos.com.br
“evangelismo”
MISSÕES URBANAS
Pr. Elinaldo Renovato de Lima
INTRODUÇÃO
Jesus Cristo mandou pregar o evangelho a toda a criatura, em todo
o mundo. Nenhum lugar pode ficar excluído e nenhuma pessoa deve
ser considerada não-evangelizável. No Brasil, como em muitos
países, 80% das pessoas vivem nas cidades, ao contrário do que
havia há poucas décadas, quando a maior parte vivia nas áreas
rurais. Este é um grande desafio para as igrejas cristãs. As
cidades têm grandes e graves problemas, próprios do crescimento
urbano desordenado a que são submetidas, tais como concentração
excessiva de pessoas, desigualdades sociais, problemas de
habitação, favelas, falta de saneamento, de saúde, etc. No que
tange à evangelização, as cidades oferecem facilidades e
dificuldades, como veremos adiante. As igrejas precisam ter
estratégias de trabalho para alcançar as cidades. Há diferenças,
entre evangelizar numa Metrópole e num lugar interiorano. Neste
estudo, apenas damos uma pequena contribuição à reflexão sobre o
assunto.
1.0 FENÔMENO DAS CIDADES
No inicio de tudo, os homens viviam em áreas agro-pastoris. Com o
passar do tempo, a escassez de bens os obrigava a sair, em busca
de outros locais para sobrevivência. Sempre houve uma tendência
para os homens se concentrarem em tomo de um núcleo populacional.
A famosa TORRE DE BABEL foi uma tentativa de concentração urbana,
não aprovada por Deus. Este queria que os homens se
multiplicassem, enchendo a Terra. Damy FERREIRA (P. 139) vê a
evolução das cidades em várias etapas.
A primeira, de 5.000 a.C. a
500 d.C, até à queda de Roma, quando se estabeleceram grandes
cidades como Jericó, Biblos, Jerusalém, Babilônia, Nínive, Atenas,
Esparta e Roma. Eram as chamadas "polis".
A segunda, quando encontramos,
na Renascença, já na Idade Moderna, as cidades de Roma, Florença,
Constantinopla, Londres, Paris, Toledo, entre outras. Eram as
chamadas "neópolis".
A terceira, com a Revolução
Industrial, por volta de 1750, quando apareceram cidades-pólos,
como Nova lorque, Chicago, Londres, Berlim, Paris, Tóquio, Moscou,
etc. São as "metrópoles", verdadeiras cidades-mães. A última
etapa, já na época atual, suirgem as "megalópoles", com
cidades-satélites e bairros ligados uns aos outros. Dentre elas,
destacam-se S. Paulo, Rio de janeiro, Tóquio, Londres, N. lorque,
etc. As cidades em geral são tratadas como de pequeno, médio e
grande porte, dependendo da população, tamanho, influência, etc.
2.0 AS CIDADES NA BÍBLIA
Há quem pregue que as cidades são de origem humana, sem a
aprovação divina, alegando que a primeira cidade foi criada por um
homicida, Caim. E que Deus planejou um jardim e não uma Cidade (Gn
4.17).Depois do Dilúvio, os homens procuraram fazer cidades.
Nessa visito, diz-se que há um plano diabólico para as cidades.
Elas, quanto maiores, são o refúgio ideal para criminosos, centros
de prostituição, do crime, da violência. De fato, as aglomerações
urbanas, nos moldes em que sido construídas, resultam em lugares
perigosos, onde a qualidade de vida, em geral, torna-se difícil
para o bem-estar espiritual e humano.
Discordando da opinião dos que vêm a cidade como centros mais
favoráveis ao diabo, Ferreira (P. 140) diz que Deus tem planos
importantes para as grandes cidades. O Cristianismo surgiu numa
grande cidade - Jerusalém - , espalhando-se por grandes centros,
como Samaria, e Antioquia. Por outro lado, Deus mandou Abraão sair
de Ur, uma grande cidade, e mandou começar a conquista de Canal
por Jericó, de porte considerável para sua época.
Linthicum, p. 27) diz que "a Cidade é campo de batalha entre Deus
e satanás" e que Ele se preocupa com o bem-estar da Cidade (Jn
4.10) e que a atividade redentora de Deus centraliza-se em muito
nas cidades (51 46.4-5; Zc 8.3; Mc 15.21.39) ~.31>, lembrando que
a vinda do reino de Deus é descrita como a vinda de uma Cidade
redimida - a Nova Jerusalém (Ap 21-22). -2- Deus permitiu que
Israel construísse cidades (Am 9.14); em Canaã, em meio as cidades
tomadas, Deus determinou que houvesse "cidades de refúgio (Nm
35.11).
3. JESUS E AS CIDADES
No seu ministério terreno, Jesus desenvolveu a evangelização tanto
na área rural como nas cidades. · Andava de cidade em cidade(Lc
8.l); · Chegou á cidade, viu-a e chorou sobre ela (Lc 19.41); ·
mandou pregar em qualquer cidade ou povoado ~t 10.11). Seguindo o
exemplo de Jesus, a igreja atual precisa enfrentar o desafio da
evangelização ou das missões urbanas.
4.0 DESAFIO DAS MISSÕES URBANAS
As cidades, com sua complexidade social, cultural , econômica,
emocional e espiritual, constituem-se campo propício para atuação
da igreja ou do inferno; dos cristãos ou dos feiticeiros; dos
homens de bem ou dos assassinos. A cidade em que vivemos é campo
de batalha entre Deus e o diabo; a cidade pertencerá aos céus ou
ao inferno; depende de quem agir com mais eficiência e eficácia,
com as forças dos céus ou do inimigo. Segundo LINTHICUM (p. 23),
os sistemas sociais, econômicos, políticos, educacionais. e
outros, na Cidade, estio sob a influência dos demônios, das
potestades das trevas. É preciso muito poder, muita oração, muito
jejum e muita ação para que as estruturas das cidades sejam
tomadas do poder do inimigo. O desafio é grande. 1'-- o que está
conosco é maior do que ele.
4.1. PONTOS FAVORÁVEIS PARA AS MISSÕES
URBANAS
HESSELGRAVE (p. 71), diz que as cidades são pólos de influência
sobre toda uma área a seu redor, sendo, por isso> mais favoráveis
para a implantação de igrejas, pelas seguintes razões: 1) Abertura
as mudanças; 2) Concentração de recursos; 3) Potencial para
contato relevante com as comunidades em redor.
4.2. PONTOS DESFAVORÁVEIS PARA AS MISSÕES
URBANAS
1) Populações concentradas verticalmente
em edifícios fechados. Os condomínios, hoje, são quase
impenetráveis aos que desejam evangelizar pessoalmente.
2) Excesso de entretenimento.
Antigamente, só havia um pequeno campo de futebol em cidades de
médio porte. Hoje, há estádios grandes, que atraem muita gente; a
televisão tirou as pessoas das ruas e as confinou dentro de suas
casas. O evangelismo pessoal é muito dificultado nessas condições.
O uso da televisão é muito caro para atingir as pessoas confinadas
em suas casas.
3) A concentração de igrejas diferentes,
além das seitas diversas, causam confusão junto à população. Cada
uma evangelizando com mensagens diferentes e contraditórias Parece
que há um "supermercado da fé". Há quem ofereça religião como
mercadoria mais barata, em "promoção", com descontos (sem
exigências, sem compromissos) e há os que "cobram" caro demais,
com exigências radicais.
4)0 elevado grau de materialismo e
consumismo, do homem urbano faz com que o mesmo
sinta-se auto-suficiente, sem a necessidade de Deus.
5) Os movimentos filosófico- religiosos,
tipo Nova Era, apontam para uma vida isenta de responsabilidades
para com o Deus pessoal, Senhor de todos. Como enfrentar essas
dificuldades?
5.0 ESTRATÉGIAS PARA AS MISSÕES URBANAS
1) ORAÇÃO E JEJUM PELA CIDADE.
O homem pecador se opõe a Deus (1 Co 2.14; Rm 8.7; Ef 2.1). O
diabo força o homem a não buscar a Deus (Ef 2.2; 2 Co 4.4).
Qualquer plano de evangelização por melhor que seja, com recursos,
métodos, estratégias, fracassará, se tiver o PODER DE DEUS. Este
só vem pela busca, pela Oração. Deus age. Fp 1.29; Ef 2.8; Jo
6.44. Os demônios infestam as cidades. Só são expulsos pelo poder
da oração (Sl 122; Jr 29.7; Lc 19.41). A oração é a base.
2) PREPARO DAS PESSOAS PARA A
EVANGELIZAÇÃO DAS CIDADES. Esse preparo refere-se ao
estudo da Palavra de Deus. É o preparo na Palavra (2 Tm 2.15). As
seitas preparam bem seus adeptos. As igrejas precisam gastar tempo
e recursos no preparo dos que evangelizam.
3) PLANEJAMENTO DA EVANGELIZAÇÃO.
O sucesso da evangelização depende do Espírito Santo. Só
Ele convence o pecador (Jo 16.8). Entretanto, no que depende de
nós, precisamos fazer o que está ao nosso alcance, a nossa parte.
a) Definir áreas a serem evangelizadas.
(Bairro, quarteirão, ruas)
b) Definir os grupos de evangelização
c) Distribuir as áreas com os grupos
(Rua tal com grupo tal; ou quarteirão tal com tal grupo, etc.
d) Estabelecer metas ou alvos
(nº de decisões, pessoas batizadas, etc..)
e) Preparar os meios necessários:
literatura, equipamentos, recursos financeiros, etc.
f) Mobilizar todos os setores da igreja
para a execução do que for planejado: jovens, adolescentes,
adultos, com a LIDERANÇA À FRENTE.
6.0 MÉTODOS DE EVANGELISMO PARA AS
MISSÕES URBANAS
6.1. EVANGELISMO PESSOAL. E o
mais tradicional e muito eficiente, principalmente nos bairros
mais pobres. Inclui pessoa a pessoa; casa-em-casa; evangelização
em aeroportos, em bares e restaurantes; co~tagem (venda de
livros); ev. em estações rodo e ferroviárias; na entrada de
estádios ; em feiras-livres; em filas (INAMPS, bancos, ônibus,
etc.); em hospitais, penitenciárias, em escolas (intervalos de
aula);
6.2. EVANGELISMO EM GRUPO.
Inclui evangelização de grupos de pessoas: grupos de alunos, de
professores, de menores abandonados, de homossexuais, de
prostitutas, e também os já conhecidos GRUPOS FAMILIARES, ou
células de evangelização; reuniões especiais em restaurantes,
chás, classes na Escola Dominical (foi criada para isso);
evangelização com fitas cassete e de vídeo (reúne-se um grupo);
6.3. EVANGELISMO EM MASSA.
Inclui cultos ao ar-livre, série de palestras ou conferências nas
igrejas; cruzadas evangelísticas, campanhas. Só tem valor se
houver uma preocupação séria com o DISCIPULADO. E melhor preparar
, primeiro, as pessoas para fazer o discipulado antes de fazer a
evangelização.
7. DISCIPULADO.
É indispensável que, em cada igreja ou congregação, haja grupos ou
setores de discipulado, que integrem o novo converso de maneira
segura e acolhedora. Sem esse trabalho, toda a evangelização fica
frustrada. Perdem-se mais de 90% das decisões em pouco tempo.
8. MEIOS PARA A EVANGELIZAÇÃO URBANA
1) Programas de rádio e de televisão;
2) Adesivos para veículos;
3) Revistas, e jornais para autoridades, consultórios médicos;
4) Apresentações de corais, bandas e conjuntos em público, em
praças, em escolas, em bancos, em repartições;
5) Distribuição de Bíblias a autoridades;
6) Literatura (folhetos) bem selecionados;
7) Exposição de Bíblias e de literatura evangélica;
8) Artigos em jornais da cidade;
9) Telefone;
10) Cartas e cartões-postais; e muitos outros...
BIBLIOGRAFIA
FERREIRA, Dam. Evangelismo total Rio, Juerp, 1990.
HESSELGRAVE, David J. Plantando igrejas. 5. Paulo, Vida Nova, s.d.
LINTHICUM, Roberto. A transformação da cidade. Belo Horizonte,
Missão Editora, 1990.
A
maneira mais rápida de se evangelizar é pregar o Evangelho para
as massas, como foi feito no dia do Pentecostes. Pedro Inspirado
e Cheio do ESPÍRITO SANTO pregou a uma multidão de peregrinos em
Jerusalém e o resultado foi a salvação de milhares de pessoas
que levaram o Evangelho à seus familiares e concidadãos em toda
a parte habitada da época.
Veja que
Paulo gostava de pregar em locais muito freqüentados como a
beira do rio (local de reunião de lavadeiras de roupa e
comércio) e Areópago (local de concentração de filósofos e
curiosos).
JESUS já
tinha ensinado pregando nas montanhas, beira de rio, lago e mar.
Também pregava no templo e sinagogas onde o povo se reunia.

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