VINTE RESPOSTAS AOS CATÓLICOS
Pr.
Airton Evangelista da Costa
Com a
colaboração do Pastor Carlos Norberto Marquardt e de Marcos
Devaney
"Vinte razões por
que não sou protestante"
Circula pela
internet um artigo de apologética, sob o título acima, que resume o
pensamento da Igreja Católica sobre os protestantes. A pedido de um
irmão da Fé Reformada, elaboramos a devida refutação a cada uma das
questões levantadas. Vejamos:
1- Não
sou protestante porque o protestantismo não existe desde o princípio
do Cristianismo. Surgiu 1500 anos depois da era Apostólica. Suas
igrejas são locais, regionais ou nacionais, não existindo uma Igreja
Universal.
R
- Mas o Cristianismo existe e é dele que fazemos parte. O
Cristianismo é Universal. O católico Martinho Lutero, um dos
expoentes da Fé Reformada, teve a coragem de protestar contra a
venda de indulgências, um comércio que estava denegrindo o
Cristianismo. A partir daí, o Cristianismo, sob a graça de Deus,
seguiu seu caminho livre das heresias.
A
ruptura foi necessária num momento em que o catolicismo pretendia se
estender por todo o mundo, sempre com a ameaça de colocar na
fogueira seus opositores. Então o Cristianismo seguiu seu caminho
com a verdade bíblica, tendo unicamente Jesus como Senhor, Mediador,
Advogado e Intercessor, conforme as Escrituras.
2 - Não
sou protestante porque apesar da afirmação de que somente a Bíblia
deve ser considerada como norma de fé e prática, eles não concordam
entre si no tocante a pontos importantes, entrando assim, em
contradições. São mais de 20.000 mil denominações diferentes. Cada
uma pregando uma suposta verdade.
R
- Ser a Bíblia a norma de fé e prática do cristão não é uma
afirmação dos crentes; é uma declaração da própria Palavra de Deus
(Rm 10.17; 2 Tm 2.15; 3.16-17 ;4.2). Há muitas denominações
registradas em cartório, mas existe unidade na fé em Cristo Jesus.
Desprezamos dogmas criados por homens. Não comemos pelas mãos dos
outros. Cada crente examina as Escrituras, e debate, e troca
opiniões, assim como faziam os primeiros cristãos.
Vejam:
"Estes foram mais nobres do que os de Tessalônica, pois de bom grado
receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas
coisas eram assim" (Atos 17.11). A Bíblia chama de "nobre" aquele
que examina a Palavra e dela tira suas próprias conclusões. Somos
uma só fé, uma só religião, uma só doutrina.
Só
adoramos o Santo dos santos, Aquele que morreu em nosso lugar. Não
louvamos, nem adoramos, nem suplicamos a outros deuses (Mateus
4.10). Se alguma denominação ensina outro Evangelho, não faz parte
do Corpo de Cristo, não é considerada cristã, não é Igreja de Jesus.
3- Não sou protestante porque atribuem a
si próprios o direito de interpretar a Bíblia. Acreditam ter uma
iluminação pessoal vinda do Espírito Santo sem intermediários, ou
seja, sem a Igreja. O mais interessante é a diferença que o Espírito
Santo manifesta em cada uma das centenas (talvez milhares) de
ramificações do protestantismo.
R
- Fazemos o que Deus quer que façamos, ou seja, que nos dediquemos à
leitura de sua Palavra, e nela meditemos dia e noite (Salmos 1),
pois sabemos que "toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa
para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em
justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente
preparado para toda boa obra" (2 Tm 3.16-17).
O
acesso à Bíblia não é proibido na Igreja de Cristo. Qualquer um pode
ler; tendo dúvida, pede ajuda aos mais entendidos. Para isso, há
escolas dominicais e cursos teológicos. Todo crente deve saber
manejar bem a palavra da verdade para apresentar-se a Deus aprovado
(2 Tm 2.15). Deus não quer ignorantes de Sua Palavra.
Podemos
recorrer também ao Espírito Santo que não está preso numa redoma de
ouro e guardado num cofre; Ele está em nós (Sl 51.11; Lc 11.13; At
2.4; Ef 1.13; Rm 8.9; 1 Co 3.16,19) e nos ajuda em nossas fraquezas,
pois Ele é uma Pessoa (Rm 8.16,26; Lc 12.12; 14.26; 1 Co 2.13).
Temos iluminação pessoal? E Jesus não disse que somos a luz do mundo
e sal da terra (Mt 5.13,14)?
4- Não
sou protestante porque a doutrina não tem unidade, as igrejas não
são infalíveis em questões de moral e fé. Suas hierarquias não são
rígidas, os preceitos são secundários. A salvação está em somente
crer em Cristo, mas sabemos que não basta somente crer, pois, é
preciso viver a fé, e vivê-la em santidade. Daí os Mandamentos. Daí
a moral que a Igreja ensina. Dizer que a salvação vem somente do
crer em Cristo, é continuar vivendo vida injusta ou dissoluta, é
mentir à própria consciência.
R
- E os papas são infalíveis? E as histórias repugnantes sobre
diversos papas? E a diabólica Inquisição? E o perdão pedido aos
chineses, aos aborígenes, a Galileu? Não é o reconhecimento de erros
cometidos pelo catolicismo? A rigidez moral do catolicismo funciona?
E o
caso de assédio e violência sexual de sacerdotes católicos contra
religiosas, em 23 países, para ficar só neste exemplo? Ensinamos o
que ensina a Palavra. A fé no Senhor Jesus envolve arrependimento
dos pecados; sem isso não há perdão nem salvação. A santidade faz
parte da vida cristã. Quem nos convence do pecado é o Espírito Santo
(João 16.8). As boas obras são decorrentes dessa fé salvífica.
QUEM
NELE CRÊ NÃO SERÁ JULGADO; QUEM NÃO CRÊ JÁ ESTÁ CONDENADO, porque
não crê no nome do unigênito Filho de Deus (palavras de Jesus (Jo
3.18). Vejam também Romanos 10.9. Acontece que o catolicismo ensina
a salvação pelas obras; mas não somos salvos pelas obras, mas para
as boas obras (Ef 2.8). Ademais, "o justo viverá pela fé" (Romanos
1.17)
5- Não
sou protestante porque apesar deles lerem a Bíblia (embora sem
alguns livros e com interpretações diversas) não possuem nenhuma
autoridade superior Infalível, para declarar que uma palavra tem tal
sentido, e exprime tal verdade.
R
- Qual seria a autoridade infalível na Terra? Só surgiu um homem
assim: Jesus Cristo, porque não tinha a mancha do pecado. A Palavra
diz: "Seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso", e que "não há
um justo, nem um sequer" (Rm 3.4,10). Não temos um PAPA falível, mas
temos um Papai do Céu infalível capaz de suprir todas as nossas
necessidades (Fp 4.19). "O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará"
(Salmo 23).
6 - Não
sou protestante porque eles negam a Tradição oral. Sendo que na
própria Bíblia, Paulo recomenda os ensinamentos de viva voz
(Tradição) que nos foram transmitidos por Jesus e passam de geração
em geração no seio da Igreja, sem estarem escritos na Bíblia.
Confira em (2 Tim 1,12-14).
R
- Negamos a Tradição Oral porque ela foi a maior fonte de problemas
já na teologia do Antigo Testamento, torcendo as palavras já
escritas na Torah; e ela também tem sido comprovadamente a maior
fonte de heresias no meio da Igreja Romana. No caso do Antigo
Testamento, dizia Jesus aos fariseus: "MC 7.9 - "E dizia-lhes: Bem
invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição".
Note-se
que Deus não deixou nada escrito, tanto no Antigo Testamento como no
Novo. Mas a existência de ESCRITURA deixada por Moisés e outros
homens de Deus limitou todos os sermões de Jesus a somente o que
estava escrito. Ele combatia tudo o que se afastasse do que estava
escrito. Paulo e os demais apóstolos podiam aconselhar os irmãos a
seguir o que dissessem, pois estavam VIVOS e seu testemunho era
real.
Após
suas mortes, tudo o mais que alguém poderá dizer que ouviu deles é
mera especulação. Tome-se por exemplo a Igreja da Galácia: tinha
sido evangelizada e fundada PESSOALMENTE pelo apóstolo (At 18:23),
mas isso não impediu que os crentes ali logo perdessem a fé genuína
para os judaizantes, obrigando Paulo a, POR ESCRITO, trazê-los de
volta à verdadeira fé:
"(GL
4:11) - Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para
convosco". "(GL 4:18) - É bom ser zeloso, mas sempre do bem, e não
somente quando estou presente convosco" "(GL 5:7,8) - Corríeis bem;
quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade? Esta persuasão
não vem daquele que vos chamou". E Paulo termina sua pregação, por
estar ausente, por meio de documento escrito: "(GL 6:11) - Vede com
que grandes letras vos escrevi por minha mão".
Se isso
aconteceu num curto período de tempo, ainda em vida do Apóstolo que
evangelizou os gálatas pessoalmente e em sua ausência se perderam, o
que não dizer de séculos de ignorância quando a Igreja de Roma
inclusive PROIBIA a leitura da Bíblia por seus seguidores?
A maior
prova da falha da tradição oral está na Cronologia dos Dogmas, com
doutrinas humanas criadas em épocas muito tempo após a morte dos
apóstolos, sendo que não se encontra nenhum documento anterior
prescrevendo tal doutrina na Igreja Primitiva (tais como Purgatório,
Assunção de Maria, Concepção Imaculada de Maria, Oração pelos
mortos, etc).
Acreditar
na Tradição Oral que nunca foi registrada na Igreja do primeiro
século é combater o próprio ensino de Paulo, que escrevia cartas e
mandava que fossem lidas em todas as Igrejas, intercambiando com
outras que já havia escrito: "CL 4:16 - E, quando esta epístola
tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos
laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também". "1TS 5:27
- Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os
santos irmãos".
E outra
coisa importante: este argumento católico se baseia na carta a
Timóteo, certo? Vejamos tal carta em sua totalidade:
Em
todas as orientações que foram dadas sobre comunicação oral, os
apóstolos ordenavam sobre pronomes pessoais: "palavras que de MIM
tendes ouvido";
Paulo
nunca mandou alguém a obedecer quem não fosse apóstolo e queria que
fosse ensinado o que saiu dele mediante TESTEMUNHAS: "(2Tm 2:2) - E
o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens
fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros".
Paulo
recomenda a perfeição do obreiro de Deus pela Palavra escrita e não
incluiu a tradição em pé de igualdade: "(2Tm 3:16,17) - Toda a
Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para
redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem
de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa
obra".
Mais um
detalhe: para ser apóstolo, deveriam existir dois requisitos
básicos: "(At 1:20-22) - Porque no livro dos Salmos está escrito:
Fique deserta a sua habitação, E não haja quem nela habite. Tome
outro o seu bispado. É necessário, pois, que, dos homens que
conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu
dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que de
entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha
da sua ressurreição".
Nenhum
outro homem, além dos doze, merecia tal título. Paulo foi chamado
Apóstolo dos Gentios devido ao seu chamado, não se considerava como
um dos doze e depois dele nenhum outro homem mereceu este título,
por não preencher os requisitos básicos do apostolado. Portanto, a
autoridade apostólica morre com o último apóstolo, João, restando
seus ensinamentos escritos, o que aliás foi o mais importante
critério para determinação do Cânon do Novo Testamento pela Igreja
Primitiva.
7- Não sou protestante porque algumas
denominações batizam crianças, outras não as batizam; algumas
observam o domingo; outras, o sábado; algumas têm bispos; outras não
os têm; algumas têm hierarquia; outras entregam o governo da
comunidade à própria congregação; algumas fazem cálculos precisos
para definir a data do fim do mundo. Outras não se preocupam com
isto, etc.
R - Se
divergências operacionais ou de entendimento da Escritura fossem
critérios para determinação de legitimidade, nunca a Igreja de Roma
poderia ter tal título. O simples fato de ter um nome único de
denominação não excluiu a verdade que os católicos possuíssem
verdadeira bagunça doutrinária, ontem e hoje.
Exemplos:
a Inquisição era considerada divina a seu tempo, hoje é considerada
ignorância pelos próprios católicos; as ordens de padres têm, cada
uma, estilos de vida próprios e ensinos de santidade diferentes,
como os franciscanos, os dominicanos, os adeptos da Tradição,
Família e Propriedade (que negam a submissão ao papa), a Renovação
Carismática (que para muitos padres ainda é mal vista e tratada como
facção).
Curiosamente,
existe um livro chamado "Como Lidar com as Seitas", do padre Paulo
H. Gozzi, que diz textualmente, ao tratar das divergências internas
da Igreja de Roma: "Há lugar para todo mundo na Igreja, para cada
jeito de viver a fé e a comunhão. Há variedade de serviços, de dons,
de atividades, mas o Espírito que dá essa diversidade é o mesmo.
As
diferenças existem para o enriquecimento espiritual de uns e outros,
jamais para dividir e separar uns dos outros. Quem não gosta do
jeito de um grupo, não precisa participar dele, participe de outro.
Quando é que vamos aprender a viver em paz e harmonia e pluralismo,
aceitando o jeito diferente de cada um ser o que é, dentro da mesma
Unidade?" (páginas 64 e 65 da referida obra, 4a. edição da editora
Paulus).
É bom
mesmo que esse padre pense assim, pois ele diz na página 39, ao
falar sobre o Saravá - o Baixo Espiritismo: "Não devemos fazer
acusações injustas, achando que essas religiões são do demônio (...)
E nessa cultura tribal foram criando mitos e lendas religiosas que
explicam os mistérios da vida, passando tudo isso de pai para filho.
Essas religiões africanas são belas, puras e merecem o nosso
profundo respeito".
Garanto
que o Vaticano não pensa assim. Pelo menos três padres que
conhecemos pensam BEM DIFERENTE disso... e onde está a unidade
doutrinária, afinal não é um livro publicado por uma editora
católica, que não imprime nada que seja protestante?
Não
vamos mais longe: e o Padre Quevedo, que diz que o diabo não existe
e não existem possessões demoníacas, contrariando o próprio
Evangelho? Onde está a orgulhosa unidade católica, já que um herege
como este não é excomungado por chamar o próprio Jesus de
mentiroso?
E,
quanto ao hiato entre Cristo e os protestantes, temos a afirmar duas
coisas:
Esse hiato existe doutrinariamente e historicamente
somente com a Igreja Católica de Roma, pois Jesus nunca fundou
denominação alguma com base em Roma (cuja fundação foi num concílio
presidido por um imperador romano, 3 séculos depois de Cristo) e
também o fundamento não foi Pedro, foi o próprio Cristo, segundo
afirmação do próprio apóstolo em sua carta
(1PE
2:3,4,6) - "Se é que já provastes que o SENHOR é benigno; E,
chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos
homens, mas para com Deus eleita e preciosa", Por isso também na
Escritura se contém: "Eis que ponho em Sião a pedra principal da
esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido".
Paulo
disse a mesma coisa: 1Co 3:11 -" Porque ninguém pode pôr outro
fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo". EF
2:20 - "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas,
de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina.
Mais
importante que o hiato temporal, é o hiato Doutrinário, e nesse
aspecto a Igreja Protestante ficou muito mais perto de Cristo ao
voltar-se SOMENTE aos escritos apostólicos, recusando as dezenas de
dogmas errados da igreja de Roma, mediante o lema "SOLA
SCRIPTURA".
8- Não
sou protestante porque há passagens da Bíblia que eles não aceitaram
como tais; a Eucaristia, por exemplo, Jesus disse claramente: Isto é
o meu corpo (Mateus 26,26) e Isto é o meu sangue (Mateus
26,28).
R -
Jesus também disse, claramente: "Eu sou a porta. Todo aquele que
entrar por mim, salvar-se-á. Entrará e sairá, e achará pastagens"
(Jo 10.9). Só um louco interpretaria literalmente essa palavra e
admitiria que Jesus é uma porta e que os cristãos são ovelhas
comedoras de capim. Ele disse: "Eu sou a videira verdadeira [fonte
de vida espiritual], e meu Pai é o agricultor; vós sois os ramos"
(Jo 15.1,2,5)
Nem por
isso admitimos que Jesus é uma árvore, o Pai é um plantador de
arroz, e os cristãos são ramos. Está claro que essas expressões são
figurativas. Ao dizer "Isto é o meu corpo" estava dizendo, realmente
"Isto representa o meu corpo". Se levarmos em conta a interpretação
literal, Jesus ao levantar o pão estaria levantando seu próprio
corpo.
Ademais,
naquela oportunidade, como todas as vezes por ocasião da ceia do
Senhor, o pão continua com gosto e sabor de pão, bem como o vinho
continua com o cheiro e sabor de vinho. Esses elementos não se
transformam numa mágica no corpo de Jesus.
Se
assim fosse, Jesus teria engolido a Si próprio. Jesus não entra em
nós pela ingestão do Seu corpo, mas entra em nossa vida quando O
aceitamos de todo o nosso coração como Senhor e Salvador (Rm 10.9).
9- Não
sou protestante porque os supostos intérpretes da Bíblia não aceitam
a real presença de Cristo no pão e no vinho consagrado, sendo que em
(João 6,51) Jesus afirma: O pão que eu darei, é a minha carne para a
vida do mundo. Aos judeus que zombavam, o Senhor tornou a afirmar:
Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do filho do
homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Pois a
minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue é uma verdadeira
bebida.
R - A
leitura e interpretação da Bíblia não devem ser privilégio de um
grupo governante como na seita testemunhas-de-jeová e no
catolicismo. Todos podem ler e interpretar livremente a Palavra de
Deus, que é dirigida a todos indistintamente. Sobre o assunto
eucaristia já falamos anteriormente.
O pão
não se transforma no corpo de Cristo. Ademais, Jesus instituiu a
ceia em MEMÓRIA, para recordação do Seu sacrifício na cruz. Vejam:
"Fazei isto em memória de mim" (1 Co 11.24-25). O sacrifício de
Jesus não pode e não deve ser RENOVADO TODOS OS DIAS. Vejam: "Pois
Cristo padeceu uma única vez pelos pecados" (1 Pe 3.18). Ele não
precisa morrer outras vezes.
Então,
o culto da ceia do Senhor não objetiva crucificá-LO outra vez, mas
recordar a Sua morte expiatória. "Comer a minha carne e beber o meu
sangue" não pode ser interpretado literalmente, pois Deus não
aprovaria um ato de antropofagia (comer carne humana com suas
vísceras, cabelos e unhas). Nem sempre o significado de um texto é o
significado literal, como mais acima foi explicado.
Quando
lemos que Ele é a pedra angular, o real fundamento da Igreja (1 Co
3.11; Ef 2.20) não podemos entender que Jesus seja realmente uma
pedra. São figuras de linguagem. Vejamos os comentários de Norman
Geisler em seu Manual Popular de Dúvidas: "Há muitas indicações em
João 6 de que Jesus literalmente queria dizer que a sua ordem para
comer a sua carne deveria ser considerada de uma maneira
figurada.
Primeiro,
Jesus afirmou que a sua declaração não deveria ser tomada com um
sentido materialista, quando ele disse: "as palavras que eu vos
tenho dito são espírito e são vida" (Jo 6.63).
Segundo,
seria um absurdo e um canibalismo considerá-la com um sentido
físico. Terceiro, Ele não estava falando da vida física, mas da
"vida eterna" (Jo 6.54). Quarto, ele chamou a si de "o pão da vida"
(Jo 6.48) e contrastou esse pão com o pão físico (o maná) que no
passado os judeus comeram no deserto (Jo 6.58). Quinto, Ele usou a
figura do "comer" a sua carne paralelamente à idéia de "permanecer"
nele (cf.Jo 15.4-5), que representa outra figura de
linguagem.
Sexto,
se comer a sua carne e beber o seu sangue fosse tomado literalmente,
isso seria contradizer outros mandamentos das Escrituras, que
ensinam a não comer carne humana nem sangue (cf. At 15.20)".
Ademais, a salvação não está em comer o corpo de Jesus, mas em crer
e obedecer (Jo 3.18,36; 5.24; 6.35; 7.38; 11.25; Atos 10.43;
13.39;16.31; Rm 1.16;10.9).
10- Não
sou protestante porque os mesmos não reconhecem o primado de Pedro,
sendo que o próprio Jesus disse;Tu és Pedro (Kepha) e sobre esta
pedra (Kepha) edificarei a minha Igreja;
(Mateus16,18).
R - "Tu
és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja" (Mt.
16.13-20). O catolicismo vale-se dessa passagem para afirmar que os
papas são sucessores de Pedro. Nenhum dos modos de entender essa
passagem dá suporte à posição católica. "Sobre esta pedra" poderá
referir-se à firme declaração de Pedro, de que Jesus era "o Cristo,
o Filho do Deus vivo" (Mt 16.16).
Admitida
a hipótese de a referência ser a pessoa de Pedro, este (Petros,
pedra, em grego) seria apenas uma pedra no fundamento apostólico da
Igreja (Mt 16.18), não a rocha. Pedro admitiu que Cristo é a
principal pedra, a pedra principal, angular, preciosa, de esquina (1
Pe 2.7-8). E mais:
No
primeiro concílio em Jerusalém, Pedro apenas introduziu o assunto
(At 15.6-11). Tiago teve participação mais importante: assumiu a
reunião, deu seu parecer e fez um pronunciamento final (At
15.13-21).
Paulo
não diz que Pedro é a coluna da Igreja, mas que as "colunas" (no
plural) são "Tiago, Cefas e João" (Gl 2.9);
Paulo
declarou que a Igreja é edificada "sobre o fundamento dos apóstolos
e profetas, sendo ele mesmo, Jesus Cristo, a pedra angular" (Ef
2.20);
Pedro
não instituiu o celibato, pois era casado (Mt 8.14);
Pedro
não era e não se considerava infalível, pois foi advertido por Paulo
porque ele não procedia "corretamente segundo a verdade do
Evangelho" (Gl 2.14);
A
Bíblia diz que Cristo é o fundamento da igreja cristã, e que
"ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual
é Jesus Cristo" (1Co 3.11);
A
Igreja primitiva perseverou na "doutrina dos apóstolos", e não na de
Pedro (At 2.42). Finalmente, Pedro não aceitava adoração (o
beija-mão, o ajoelhar-se aos pés) conforme Atos 10.25-26.
11- Não sou protestante porque eles não
aceitam o sacramento do perdão e da reconciliação. Sendo que Jesus
entregou aos Apóstolos e seus sucessores, a faculdade de perdoar ou
não os pecados, e agir em nome dele. Àqueles a quem perdoardes os
pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem não perdoardes, não
serão perdoados" (Jo 20,23)
R -
Pecadores não possuem poderes para perdoar pecados. O perdão dos
pecados passa necessariamente pelo arrependimento sincero, e nenhum
humano teria condições de saber quem está realmente arrependido. Só
Deus pode perdoar pecados. Nem perdoamos nem vendemos perdão.
Tiago
5.16 fala que devemos relatar nossas fraquezas uns aos outros,
buscar auxílio mútuo em oração. É claro, mediante arrependimento os
pecados serão perdoados por Deus. A Bíblia se explica a si mesma.
Veja: "Se o meu povo... se humilhar, e orar e buscar a minha face, e
se converter de seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e
PERDOAREI OS SEUS PECADOS..." (2 Cr 5.17).
Não se
vê Pedro e Paulo, ou qualquer apóstolo, antes ou depois da ascensão
de Jesus, perdoando pecados. Quando perguntaram a Pedro como
proceder para ser justificado, ele respondeu: "Arrependei-vos e
convertei-vos, para que SEJAM APAGADOS OS VOSSOS PECADOS, e venham
os tempos de refrigério pela presença do Senhor".
Quando
os escribas afirmaram que só Deus pode perdoar pecados, Jesus não
corrigiu (Mc 2.7-12). Assim como os sacerdotes não podem salvar
pecadores, mas podem anunciar a salvação dos arrependidos, segundo a
Palavra, da mesma forma não podem perdoar pecados, mas proclamar o
perdão dos que se arrependem, segundo a Palavra. Assim podemos
entender João 20.23.
12- Não
sou protestante porque Jesus disse que edificaria sua Igreja sobre
Pedro (Mateus 16,18), e as igrejas protestantes são constituídas
sobre Lutero, Calvino, Knox, Wesley,etc...Entre Cristo e estas
denominações há um hiato...Somente a Igreja Católica remonta até
Cristo.
R - Uma
pessoa humana não poderia ser a pedra de sustentação da Igreja de
Cristo. Somente o próprio Cristo é a pedra angular (At 4.11; Ef
2.20), pedra espiritual (1 Co 10.4), pedra principal de esquina (1
Pe 2.7). Cristo é o fundador de Sua Igreja, "pois ninguém pode pôr
outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo"
(1 Co 3.11).
"Não
somos estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e
da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e
dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra
angular. Nele todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo
no Senhor; e nele também vós juntamente sois edificados para morada
de Deus no Espírito" (Ef 2.19-22).
13- Não
sou protestante porque Jesus prometeu à sua Igreja que estaria com
ela até o fim dos tempos (Mateus 28,20), e os mesmos se afastam da
única Igreja de Cristo, para fundar novas igrejas; que se vão
dividindo, subdividindo e esfacelando cada vez mais, empobrecendo e
pulverizando a mensagem do Evangelho.
R -
Jesus Cristo conviveu numa época onde havia diversos tipos de
denominações entre os judeus: saduceus, fariseus, herodianos e os
zelotes. Não existe NENHUMA, sequer uma crítica a essa divisão por
parte do Senhor Jesus em todos os Evangelhos.
Nesse
ponto, não importa se os nomes das placas são diferentes; importa se
o Evangelho é pregado em sua forma mais pura: 1Co 1:23 - "Mas nós
pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e
loucura para os gregos".
Nunca,
em momento algum, Cristo determinou que denominações seriam prova de
inautenticidade, mas sim Ele prezava que as diferentes denominações
não tivessem ERROS DOUTRINÁRIOS para com as Escrituras... e esse é
justamente o ponto onde a Igreja de Roma erra, preocupando-se
somente com o nome da placa. Matam-se os mosquitos, mas dá-se
passagem ao elefante...
14-
Porque o subjetivismo protestante entra pelos caminhos do
racionalismo e vêm a ser os mais ousados roedores das Escrituras
(tal é o caso de Bultmann, Marxsen, Harnack, Reimarus, Baur...)
Outros preferem adotar cegamente o sentido literal, sem o
discernimento dos expressionismos próprios dos antigos semitas ; o
que distorce, de outro modo, a genuína mensagem
Bíblica.
R - No
dia que a Igreja de Roma excluir o Padre Quevedo, que diz que o
diabo não existe, no dia que a Igreja de Roma excluir os padres que
acreditam em reencarnação, como os exibidos no Fantástico de 11 de
Novembro/2001, no dia que a Igreja de Roma excluir o padre Gozzi que
acha belo e puro o Candomblé, nesse dia eu vou acreditar que a
Igreja de Roma não aceita SUBJETIVISMOS em seu meio... antes
disso... é mera HIPOCRISIA E FALÁCIA.
15- Não
sou protestante porque quem lê um folheto protestante dirigido a
Igreja Católica, lamenta o baixo nível das argumentações, sendo
imprecisas, vagas, ou mesmo tendenciosas; afirmam gratuitamente sem
provar as suas acusações; baseiam-se em premissas falsas, datas
fictícias, anacronismos etc.
R - A
acusação recai sobre o acusador. Vemos nessas VINTE RAZÕES os erros
pelos quais somos acusados. Ou seja, o baixo nível da argumentação,
quase inexistência de uma base bíblica; um modo tendencioso de
nivelar todas as denominações evangélicas, classificando-as como
seitas.
Em
resumo, dizendo que fora do catolicismo não há salvação. São os
mesmos erros cometidos no tempo de Martinho Lutero. O catolicismo
seria o guardião da verdade. Mas Jesus disse claramente que quem
nele crê não será condenado.
A
Bíblia diz claramente que a salvação é pela graça, mediante a fé (Ef
2.8). Não vem pelo batismo, nem pela ingestão do pão, nem pelo
casamento, pelo crisma ou por qualquer outra obra. O ladrão da cruz
apenas creu, e foi salvo (Lc 23.43). Uma coisa é acusação, outra é
apontar as heresias e apresentar argumentos
bíblicos.
16- Não
sou protestante porque: eles protestam, criticam, censuram a fé
Católica para substituí-la pela negação, pela revolta contra a
autoridade do Papa etc. Esse é o laço que os une, pois a essência do
protestantismo é a negação da Igreja Católica.
R - É
um erro a expressão "fé católica". Não existe fé católica nem fé
evangélica, mas simplesmente a fé no Senhor Jesus, o nosso Salvador.
Milhões substituíram a fé católica pela fé em Jesus. Ninguém será
salvo por pertencer a esta ou àquela denominação. A salvação é
pessoal e depende de nossa fé em Jesus Cristo (Jo 3.18; Rm 10.9; At
16.31).
Não
atacamos o Papa ou quem quer que seja. Quem assim faz não está se
comportando como verdadeiro cristão. O Papa é autoridade máxima no
catolicismo, mas não no Cristianismo. Logo, como não pertencemos ao
catolicismo não estamos sob a autoridade papal. Negamos a Igreja
Católica, mas não negamos a Cristo Jesus.
17 -Não
sou protestante porque cada qual dá à Escritura o sentido que julga
dar, e assim se vai diluindo e pervertendo cada vez mais a mensagem
revelada. Lêem apenas, mas tem grandes dificuldades de estudarem a
Bíblia e as antigas tradições do Cristianismo.
R -
Carece de prova a afirmação de que cada evangélico dá a
interpretação que deseja dos textos bíblicos. As denominações
evangélicas possuem teólogos, faculdades de teologia, escolas
bíblicas, toda uma estrutura para orientar, ensinar, tirar dúvidas.
Não há nenhuma norma proibindo a leitura da Bíblia, como aconteceu
antigamente no catolicismo.
Julgamos
que todos são capazes de entender a Palavra de Deus (2 Tm 3.16-17).
Dizer que temos grandes dificuldades "de estudar" a Bíblia é faltar
com a verdade. É exatamente o contrário. Os evangélicos estão sempre
portando a sua Bíblia. Ocorre o contrário no catolicismo, onde a
maioria não tem o hábito de pelo menos ler as
Escrituras.
18- A grande razão pela qual o
protestantismo se torna inaceitável ao Cristão que reflete é o
subjetivismo que o impregna visceralmente. A falta de referenciais
seguros, garantidos pelo próprio Espírito Santo (conforme João 14,26
e João 16,13I), é o principal ponto fraco ou calcanhar de Aquiles do
protestantismo.
R -
Muito pelo contrário, o protestantismo tem-se tornado aceitável
pelos que descobrem a verdade. É inegável o crescimento real dos
protestantes no Brasil. Todos os que vieram do catolicismo optaram
pelos referenciais seguros apresentados pela igreja evangélica
porque extraídos diretamente da Palavra. A Bíblia Sagrada é o ponto
forte dos protestantes (1 Tm 2.2.15; 3.16-17).
19- Não
sou protestante porque esta diluição do protestantismo e a perda dos
valores típicos do Cristianismo, estão na lógica do principal
fundador Martinho Lutero; que apregoava o livre exame da Bíblia ou a
leitura da Bíblia sob as luzes exclusivas da inspiração subjetiva de
cada protestante; cada qual tira das Escrituras "o que bem lhe
convém".
R - A
objeção acima é uma repetição. Já falamos sobre o livre exame que é
uma bênção, pois Deus ordena que todos leiam a Sua Palavra. Vejamos.
"Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de
que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2 Tm
2.15). "Bem-aventurados aquele que lê, e bem-aventurados os que
ouvem as palavras desta profecia..."(Ap 1.3);
"Bem-aventurado
o homem que...tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita
de dia e de noite" (Salmo 1.1-2); "Examinais as Escrituras..." (Jo
5.39); "Estes foram mais nobres do que os de Tessalônica, pois de
bom grado receberam a palavra, EXAMINANDO CADA DIA nas
Escrituras..." (Atos 17.11). Logo, cai por terra o argumento do
livre exame. A Escritura é para ser lida e examinada livremente.
Não
retiramos das Escrituras o que bem nos convém, porque nela tudo
convém.
20-
Concluindo! Não sou protestante porque Maria Santíssima disse: Desde
agora, todas as gerações me chamarão de Bem-aventurada; (Lucas
1.48), e nos cultos protestantes, seu nome, sequer é mencionado.
Caiu no esquecimento. Quem cumpre (Lucas 1.48) é somente a Igreja
Católica Apostólica Romana.
R -
Deus não divide sua glória com ninguém (Is 42.8). Ele é soberano e
somente a Ele devemos adorar (Mt 4.10). Maria morreu. A tentativa de
comunicação com os mortos é abominação ao Senhor (Is 8.19; Dt
18.10-12). Na parábola do rico e Lázaro, Jesus informa que os mortos
nada podem fazer pelos vivos (Lc 16.19-11). Bem-aventurada quer
dizer feliz. Maria foi uma pessoa feliz.
Jesus
chamou de bem-aventurados os pobres de espírito, os que choram, os
misericordiosos, os limpos de coração, etc (Mt 5). Então, por ter
sido chamada de bem-aventurada, Maria não ficou investida das
prerrogativas de mãe de Deus, mãe da humanidade, assunta aos céus,
advogada nossa, sempre virgem, imaculada, depositária de preces,
rainha dos céus, trono de sabedoria, etc .O nome da santa Maria é
pronunciado por qualquer cristão, observando-se tudo o que a Bíblia
diz sobre ela.