Grupo
Rouge - A verdade sobre a música
Ragatanga
Muito
se tem falado e especulado sobre "Ragatanga", "Asereje" ou
"Diego", música do trio de espanholas Las Ketchup, que no Brasil
ficou conhecida pelo Grupo Rouge, que nasceu recentemente no
Programa Pop Stars, do SBT. Esta música, já foi proibida em
Honduras, país da América Central, por ter conteúdo ocultista e
o título pode ser um convite "a ser
herege''.
As
informações que têm circulado, principalmente na Internet,
é que uma das meninas do grupo Las Ketchup (Rouge da Europa)
desenvolveu um tipo de câncer linfático e a mais nova entrou em
depressão profunda. Ainda se comenta também que o videoclipe do
grupo contém imagens satânicas, que aparecem em segundo
plano no clipe. Até aí, é muito precoce concluir
que as meninas venderam as suas almas pro diabo ou coisa do
tipo, em troca da fama e do sucesso, conforme já aconteceu com
vários cantores ou bandas pesquisadas. Se questionadas, elas podem
simplesmente alegar desconhecimento do fato e que é coincidência ou
apenas que estão cumprindo o que determina o contrato com sua
gravadora. Nós, pesquisadores, não devemos nos ater a comentários
e fofocas de sites e revistas, muitas vezes sem
fundamento científico algum. Necessário se faz, portanto, recorrer a
fontes fidedignas para aí sim, emitirmos pareceres bem fundamentados
que servirão de norteadores e alerta, para que as pessoas não
sejam levadas ou induzidas por mensagens dissimuladas nas
entrelinhas.
-
Quanto à estrofe formada por palavras
ininteligíveis:
"Aserehe
ra de re
De hebe tu de hebere seibiunouba
mahabi
An de bugui an de
buididipi"
Divulgou-se
também na Internet que "trata-se de uma cantiga invocatória para
atrair espíritos malignos. Este trecho é dançado e cantado ao som de
tambores. No dialeto da tribo Assab da Eritréia, no noroeste da
África essa canção ao som de tambores é dançada enquanto forças
malignas
são evocadas".
Esta
interpretação sim, procede, porém um tal de Instituto de Ciências
Paranormais de South Hampton,dirigido por uma tal de Kathrine
Marshall, que
teria analisado esta música, realmente isto não tem o menor
fundamento. Este trecho foi analisado por nós em 'backward masking'
e não apresentou mensagem inteligível no modo reverso, porém
é muito provável que se trata realmente de uma espécie de
mantra invocatório em um dialeto afro. Ora, você concorda que
se a mensagem fosse boa ou inocente, precisaria estar numa língua
desconhecida?
Pela
nossa experiência, toda música q do lado normal, apresenta alguma[s]
palavra[s] ou frase sem nexo, ou está invertida e foi mixada do lado
normal ou é alguma mensagem em dialeto desconhecido, mantra ou nome
de alguma entidade afro, mitológica ou ligada ao satanismo. Esta
cantiga ou 'louvor' ao orixá ganha força devido ao que chamamos de
sinestesia, ou seja, a audição evoca subliminarmente outros órgãos
do sentido e trabalham em conjunto, principalmente devido à
coreografia ou gestual apresentado pelo grupo. Alguns movimentos
desta coreografia são semelhantes ao apresentado por
pessoas ['aparelho' ou 'cavalo'] quando estão possuídas por
espíritos malignos.
-
Análise da letra:
Passamos agora a uma análise mais
detalhada da letra da música cujo conteúdo geralmente passa
despercebido por ouvintes distraídos, dispersos sob o efeito
'hipnótico' causado pelo balanço do
ritmo.
Olha lá quem vem
virando a
esquina!
Geralmente
este termo "esquina", quando aparece em versos
de música está relacionada à encruzilhada, ou seja, local onde
se oferecem os "ebós" (oferendas aos
orixás).
Vem
Diego com toda a alegria, festejando
Diego
é um dos nomes pelo qual o diabo é ou gosta de ser chamado, em
determinadas culturas ou regiões do Brasil.
Com
a lua em seus olhos, roupa de água marinha
Referência a orixás relacionados
com o mar. É provável que a analogia seja ao "Marinheiro", orixá que
vive nas profundezas do mar, diferente de Yemanjá, considerada a
rainha do mar, porém é fêmea e é responsável apenas pela parte
superficial do oceano ou praias.
E
seu jeito de malandro
É
a maneira com a qual o aparelho ou cavalo (pessoa que
incorpora o orixá) se apresenta trajado, geralmente com roupas
brancas e sapato branco e com trejeitos de malandro, fumando e
bebendo sempre.]
E
com magia e pura alma
Ele chega com a
dança
Analisando
alguns ritmos, como, por exemplo, o da Capoeira ou dos rituais
introdutórios de religiões afro, observamos a presença
imprescindível dos atabaques (rum, rumpi e lé)
que, na verdade, são instrumentos utilizados para se invocar
determinados orixás. Estas cantigas ou cânticos são uma espécie
de 'louvor' aos demônios, que se agradam deste ato como uma
oferenda, manifestando-se logo em seguida ou durante o
ato.
Contudo, a manifestação pode
ocorrer até mesmo sem os atabaques ou outros instrumentos, bastando
que o grupo entoe as cantigas ao som de palmas ritmadas e
danças.
Possuído
pelo ritmo
"ragatanga"
O
termo 'possuído' dispensa qualquer comentário.
E
o DJ que já conhece
Toca o som da meia-noite pra Diego, a
canção mais desejada
Ele dança, ele curte, ele
canta
O
termo 'meia-noite' está sempre relacionado com o horário em que o
diabo prefere conversar com seus 'discípulos'. Claro que isto não
pode ser considerado uma regra, mas de qualquer forma, esta
expressão tem sido muito utilizada nas músicas
populares.
Concluímos,
portanto, que a audição desta música, bem como a repetição da sua
coreografia é totalmente desaconselhável (principalmente por
crianças) e não deve ser praticada sob nenhuma hipótese. Insistimos
no fato de que o ritmo, as batidas e os mantras podem produzir um
estado alterado de consciência podendo levar a pessoa a uma
espécie de estado ou transe hipnótico, possessão demoníaca ou
perturbação mental.
Professor Vicente: Pedagogo e Pesquisador de
Mensagens Subliminares nas músicas há quase 20 anos. É autor do
website www.mensagemsubliminar.com.br; do livro
Mensagem Subliminar Disney e Presidente da ONG Mensagem
Subliminar. Deus seja
louvado.